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Inpe identifica 19,2 km² de áreas desmatadas na Amazônia Legal

por Portal Brasil publicado: 06/04/2011 15h18 última modificação: 28/07/2014 12h54

Em janeiro e fevereiro, 19,2 km² de áreas desmatadas foram apontadas pelo Deter, o sistema de alerta baseado em satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que verifica a ocorrência de corte raso ou degradação progressiva na Amazônia Legal. 

A maior parte do desmatamento foi verificada em janeiro, mês em que 85% da área da Amazônia esteve encoberta por nuvens. Em fevereiro, a cobertura atingiu 93% da região. O Mato Grosso foi o estado com maior índice de desmatamento em janeiro (13,95 km²). Em fevereiro o líder foi o Maranhão, com 0,70 km². 

Entre novembro e abril, que consiste na época de chuvas na Amazônia e se torna mais difícil a observação por satélites devido à intensidade de nuvens que cobrem a região, o Inpe divulga os resultados do Deter agrupados por bimestre. No restante do ano os relatórios são mensais. É importante salientar que o sistema mantém sua operação regular durante todo o período de chuvas. 

Em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, os dados do Deter não representam uma avaliação fiel do desmatamento mensal da floresta amazônica. Por estes motivos o Inpe não recomenda a comparação entre dados de diferentes meses e anos.

O sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas classificadas como degradação progressiva, que revelam o processo de desmatamento na região.

 

Deter 

Em operação desde 2004, o Deter é um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento. Embora os dados sejam divulgados em relatórios mensais ou bimestrais, os resultados do Deter são enviados quase que diariamente ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável por fiscalizar as áreas de alerta. 

Como o Deter utiliza dados do sensor Modis do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, é possível detectar apenas polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. O Inpe reitera que nem todos os desmatamentos maiores que 25 hectares são identificados pelo sistema, devido à cobertura de nuvens. Contudo, a menor resolução dos sensores usados pelo Deter é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos.

Mais informações no site do Inpe.

 

Fonte:
Inpe

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