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Inpe e SOS Mata Atlântica divulgam Atlas da Mata Atlântica

por Portal Brasil publicado: 26/05/2011 20h19 última modificação: 28/07/2014 12h55

A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT) apresentaram nesta quinta-feira (26), véspera do Dia Nacional da Mata Atlântica, os novos dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica. O documento retrata a situação de 16 dos 17 estados, no período de 2008 e 2010.

No ranking do desmatamento, entre os estados avaliados em situação mais crítica estão Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina e Paraná, que perderam entre o período de 2008 a 2010, 12.467 hectares (ha), 7.725 ha, 3.701 ha e 3.248 ha, respectivamente. Em seguida, os maiores desflorestamentos são de 1.864 ha no Rio Grande do Sul, 579 ha em São Paulo, 320 ha em Goiás, 247 ha no Rio de Janeiro, 237 ha no Espírito Santo e 117 ha em Mato Grosso do Sul.

Nos demais estados do Nordeste, foi verificada supressão de vegetação nativa a partir de 2002 que totalizaram 24 ha em Alagoas, 253 ha em Pernambuco, 224 ha em Sergipe e 188 ha no Ceará. Na Paraíba e no Rio Grande do Norte não foram registrados desflorestamentos ou supressão de vegetação de Restinga ou de Mangue, de acordo com a metodologia adotada pela pesquisa do Atlas, que considera área mínima de mapeamento de 3 ha.


Queda no desflorestamento

Em todos os estados foram verificadas queda na taxa média anual de desflorestamento. Em Minas Gerais, a taxa média anual caiu 43%, já que no último levantamento, referente ao período de 2005- 2008 o total de desflorestamento foi 32.728 ha. Minas Gerais possuía originalmente 46% do seu território (27.235.854 ha) cobertos pelo Bioma Mata Atlântica, e agora restam apenas 10,04% (2.733.926 ha).

Os novos dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica indicam também o desflorestamento de cobertura nativa por municípios.

Minas Gerais lidera o ranking, com as três cidades que mais desmataram no período 2008-2009. Ponto dos Volantes e Jequitinhonha, ambas na região do Jequitinhonha, perderam 3.244 ha e 2.786 ha, respectivamente. Pedra Azul, na região do Norte de Minas, perdeu 676 ha. Em quarto lugar ficou a cidade baiana de Andaraí, com 634 há desmatados. Na quinta posição, outro município mineiro: Águas Vermelhas, com 525 ha.

Segundo Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, “os desmatamentos desses municípios se concentraram nos limites da Mata Atlântica com o Cerrado e da Caatinga, especialmente nas Matas Secas, e tem como uma das principais causas a expansão do reflorestamento de eucalipto e do carvão vegetal para siderurgia.”


Atlas Mata Atlântica

O Atlas dos Municípios da Mata Atlântica revela a identificação, localização e situação dos principais remanescentes florestais existentes nos municípios abrangidos pelo bioma. Por meio do IPMA (Índice de Preservação da Mata Atlântica) – indicador criado pela SOS Mata Atlântica e pelo Inpe –, é possível ranquear os municípios que mais possuem cobertura vegetal nativa. Os dados e mapas podem ser acessados pela internet, no site do Inpe ou diretamente no servidor de mapas.

O Atlas dos Remanescentes Florestais e Ecossistemas Associados do Bioma Mata Atlântica é desenvolvido pela Fundação SOS Mata Atlântica e o Inpe, órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

O primeiro mapeamento foi publicado em 1990, com a participação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e apresentou um conteúdo inédito sobre a área original e a distribuição espacial dos remanescentes florestais da Mata Atlântica.

Em 2010, a sexta edição do estudo trouxe dados atualizados, até maio de 2010, de nove estados abrangidos pelo bioma: GO, MS, MG, ES, RJ, SP, PR, SC, RS. O documento apresentou, sinteticamente, a metodologia atual, os mapas e as estatísticas globais e por estado. O mapeamento utilizou imagens do satélite Landsat 5 que leva a bordo o sensor Thematic Mapper.


Fonte:
Ministério da Ciência e Tecnologia

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