Você está aqui: Página Inicial > Meio Ambiente > 2011 > 05 > Petrobras vai gastar R$ 1 bilhão em compensações socioambientais do Comperj

Meio ambiente

Petrobras vai gastar R$ 1 bilhão em compensações socioambientais do Comperj

por Portal Brasil publicado: 04/05/2011 17h38 última modificação: 28/07/2014 12h55

As condições socioambientais impostas à Petrobras para implantar o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) vão custar cerca de R$ 1 bilhão. O valor foi informado pelo secretário estadual do Ambiente do Rio, Carlos Minc, nesta quarta-feira (4), durante reunião do Fórum Comperj, criado em 2007.

A estatal terá que bancar o plantio de 4 milhões de árvores; a oferta de água para a população da região de Itaguaí, onde se localiza o complexo; obras de saneamento em Itaboraí e parte de Maricá; e manutenção de uma área de preservação próxima ao polo. O plantio das árvores custará entre R$ 40 e R$ 50 milhões e o acordo será assinado em 10 dias.

A água potável será provida pelo Rio Macacú, que será regularizado e terá a vazão ampliada em 5 metros cúbicos por segundo (m³/s). “Hoje, o rio tem 8m³/s que chegam na região. Essa ampliação vai quase dobrar a disponibilidade hídrica da região, que sofre com o problema crônico da falta de água. Os custos não estão completamente definidos, mas é algo da ordem de R$ 200 milhões”.

A Petrobras ficará responsável por 100% do saneamento de Itaboraí e por parte do município de Maricá, já que teve a outra parte garantida pela segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Um investimento estimado em R$ 400 milhões à empresa. O acordo de responsabilidade será assinado em um mês.

Minc informou que a quarta condicionante determina que a Petrobras se responsabilize por uma área protegida, que ele classificou como o último manguezal da Baía de Guanabara, para evitar favelização e degradação. “Em última instância, a Petrobrás compra este terreno, que é quase do tamanho do Comperj”.

Outro ponto que ficou definido foi a produção do Plano Diretor Regional, que será elaborado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em aproximadamente um mês. A ideia é reunir os 11 planos diretores municipais e hierarquizar e priorizar pontos em comum, de modo a atender todos os 15 municípios envolvidos na obra.

O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse que a empresa também se prontificou em investir na capacitação dos municípios para produção de projetos de infraestrutura e urbanismo e, assim, se beneficiarem com financiamentos públicos e privados. “As prefeituras, de um modo geral, não têm capacitação técnica suficiente para montar e financiar os projetos e a Petrobras assumiu esses investimentos. Fizemos um convênio com a Fundação Getulio Vargas, que vai trabalhar nos planos diretores de cada município”.


Fonte: ´
Agência Brasil

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Entenda as metas de conservação de energia em edifícios
Conheça a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence) em Edificícios
Brasil assina acordo de Paris sobre mudança do clima
A cerimônia reuniu mais de 130 chefes de Estado em Nova Iorque, na sede das Nações Unidas
Mais de 80% das áreas rurais já foram registradas
O Ministério do Meio Ambiente apresentou, nesta sexta-feira (6), um balanço do Cadastro Ambiental Rural (CAR)
Conheça a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence) em Edificícios
Entenda as metas de conservação de energia em edifícios
A cerimônia reuniu mais de 130 chefes de Estado em Nova Iorque, na sede das Nações Unidas
Brasil assina acordo de Paris sobre mudança do clima
O Ministério do Meio Ambiente apresentou, nesta sexta-feira (6), um balanço do Cadastro Ambiental Rural (CAR)
Mais de 80% das áreas rurais já foram registradas

Últimas imagens

A Samarco foi notificada para retirar o material com urgência e garantir a segurança da barragem.
A Samarco foi notificada para retirar o material com urgência e garantir a segurança da barragem.
Arquivo/Ibama
O Acordo de Paris busca limitar o aumento da temperatura média global a bem abaixo de 2°C, em relação aos níveis pré-industriais.
O Acordo de Paris busca limitar o aumento da temperatura média global a bem abaixo de 2°C, em relação aos níveis pré-industriais.
Foto: Scientific Visualization Studio/Fotos públicas
Iniciativa faz parte de política pública permanente de acesso à água de qualidade
Iniciativa faz parte de política pública permanente de acesso à água de qualidade
Foto: Paulo de Araújo/MMA
Vista da RPPN Raso do Mandi II, em Santa Catarina
Vista da RPPN Raso do Mandi II, em Santa Catarina
ICMBio/Germano Woehl Junior
Medidas permitiu reduzir em 12,5% a relação entre a quantidade de água consumida e o volume de petróleo processado
Medidas permitiu reduzir em 12,5% a relação entre a quantidade de água consumida e o volume de petróleo processado
Divulgação/Petrobras

Governo digital