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Meio ambiente

Governo e cientistas preparam agenda ambiental para cidades sustentáveis

por Portal Brasil publicado: 21/07/2011 11h20 última modificação: 28/07/2014 12h55

Uma série de oficinas do Ministério do Meio Ambiente vai reunir representantes do governo e cientistas brasileiros para discutirem a concepção de cidades sustentáveis. O primeiro encontro ocorreu nessa quarta-feira (20), e a expectativa é que, ao final dos encontros, o grupo elabore uma agenda ambiental que norteará políticas públicas nacionais para os próximos anos. O encontro será realizado em três dias.

"O meio ambiente se relaciona com o uso do solo, mobilidade urbana, qualidade do ar, poluição sonora e construções. Essa é uma temática muito ampla e precisamos focar em abordagens específicas que vão orientar nossas ações", disse o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Nabil Bonduki, durante a abertura da oficina.

O governo tem estimulado que as políticas públicas sejam aplicadas em conjunto de cidades vizinhas, organizadas, por exemplo, em consórcios regionais, ou que estados se organizem para melhor resultado de seus investimentos. Segundo Bonduki, a Política Nacional de Resíduos Sólidos também prevê novas logísticas para tratamento do lixo.


Água e saneamento

Na oficina, a arquiteta Liza Andrade, consultora do MMA, falou sobre os principais aspectos a serem abordados, como a degradação provocada por ocupação de áreas que deveriam ser preservadas, como encostas e margens de córregos e rios.

Segundo o Atlas Brasil, aponta ela, lançado neste ano pela Agência Nacional de Águas (ANA), estima-se que 55% dos 5.565 municípios brasileiros podem ter déficit no abastecimento de água nos próximos anos.

A arquiteta também falou dos avanços na área de saneamento básico no Brasil entre os anos 2000 e 2008. O esgoto coletado, que era de 35,3% passou para 68,8%, e os lixões que estavam em 72,3% das cidades hoje estão em 50,8%, devido a políticas do governo federal.

As cidades, que ocupam 1% do território nacional, concentram 85% da população brasileira, em processo insustentável de urbanização, constatou o grupo na oficina.

Em três dias de encontro, o grupo vai abordar também o  excesso de automóveis, a carência de parques e a inclusão de aspectos ambientais nas obras públicas e privadas.

Nesta quinta-feira, serão debatidos os espaços territoriais especialmente protegidos que têm a função de preservar recursos hídricos, paisagem, a reprodução da fauna e da flora. No último dia, nesta sexta-feira (22), os debates serão em torno da ocupação urbana, com ênfase nos impactos das mudanças climáticas, sentidos especialmente pelas populações mais pobres.


Fonte:
Ministério do Meio Ambiente

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