Você está aqui: Página Inicial > Meio Ambiente > 2011 > 07 > Meio ambiente não pode ser tratado de forma marginal, diz ministra em seminário

Meio ambiente

Meio ambiente não pode ser tratado de forma marginal, diz ministra em seminário

por Portal Brasil publicado: 13/07/2011 17h58 última modificação: 28/07/2014 12h55

Os desafios da agenda ambiental modelada pela sustentabilidade e o debate sobre as políticas públicas para o desenvolvimento do País foram os principais pontos de discussão nesta quarta-feira (13), durante o Seminário de Construção da Dimensão Estratégia do Plano Plurianual (PPA) 2012/2015, em Brasília. Em seu discurso, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou que "O PPA ainda é conservador. Temos um conjunto de decisões corretas, mas nos falta estratégias para o futuro e o meio ambiente está sendo trabalhado depois. Não dá para tratar o meio ambiente de forma marginal", disse a ministra.

Para Teixeira, a discussão do plano deve abordar formas de tornar o País mais competitivo em termos ambientais, com um desenvolvimento sustentável. A ministra criticou, por exemplo, "a politização de licenciamentos". "Licenciamento é tão somente uma cessão, que deve ser transparente, com visão estratégica e voltado para a expansão comercial, dentro das normas de sustentabilidade e responsabilidade", frisou. A defesa é pela integração da tecnologia, competitividade e negócios. "Não adianta ter linha de crédito sem visão empresarial e estratégica", ponderou.

A ministra comentou que, atualmente, no Brasil, não se pode ter um hotel dentro de um parque, o que, para ele, se trata de uma "arquitetura anacrônica" para o desenvolvimento do País. "Nos Estados Unidos, a realidade é totalmente diferente. Além de ter um estabelecimento, tudo em volta dele gera renda, com infraestrutura e responsabilidade ambiental. Não se trata de ser reativo, mas sim estratégico." Outro exemplo dado pela ministra é que o Brasil, país com a maior floresta tropical do planeta, detém apenas 4% do PIB mundial em produtos florestais. "Está na hora de mudar o jogo, claro, de acordo com a sustentabilidade."

Em relação aos desafios ambientais, Izabella mencionou as ações do governo para os próximos 20 anos em questões como mudança climática, biodiversidade, seguranças hídrica e energética (66% do potencial hídrico está na Amazônia) e conflitos socioambientais. Outro desafio global, segundo ela, são as fronteiras oceânicas. "É de onde está se buscando, hoje mais do que nunca, alimentos e insumos energéticos."


Fonte:
Ministério do Meio Ambiente

 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Entenda as metas de conservação de energia em edifícios
Conheça a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence) em Edificícios
Brasil assina acordo de Paris sobre mudança do clima
A cerimônia reuniu mais de 130 chefes de Estado em Nova Iorque, na sede das Nações Unidas
Mais de 80% das áreas rurais já foram registradas
O Ministério do Meio Ambiente apresentou, nesta sexta-feira (6), um balanço do Cadastro Ambiental Rural (CAR)
Conheça a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence) em Edificícios
Entenda as metas de conservação de energia em edifícios
A cerimônia reuniu mais de 130 chefes de Estado em Nova Iorque, na sede das Nações Unidas
Brasil assina acordo de Paris sobre mudança do clima
O Ministério do Meio Ambiente apresentou, nesta sexta-feira (6), um balanço do Cadastro Ambiental Rural (CAR)
Mais de 80% das áreas rurais já foram registradas

Últimas imagens

A Samarco foi notificada para retirar o material com urgência e garantir a segurança da barragem.
A Samarco foi notificada para retirar o material com urgência e garantir a segurança da barragem.
Arquivo/Ibama
O Acordo de Paris busca limitar o aumento da temperatura média global a bem abaixo de 2°C, em relação aos níveis pré-industriais.
O Acordo de Paris busca limitar o aumento da temperatura média global a bem abaixo de 2°C, em relação aos níveis pré-industriais.
Foto: Scientific Visualization Studio/Fotos públicas
Iniciativa faz parte de política pública permanente de acesso à água de qualidade
Iniciativa faz parte de política pública permanente de acesso à água de qualidade
Foto: Paulo de Araújo/MMA
Vista da RPPN Raso do Mandi II, em Santa Catarina
Vista da RPPN Raso do Mandi II, em Santa Catarina
ICMBio/Germano Woehl Junior
Medidas permitiu reduzir em 12,5% a relação entre a quantidade de água consumida e o volume de petróleo processado
Medidas permitiu reduzir em 12,5% a relação entre a quantidade de água consumida e o volume de petróleo processado
Divulgação/Petrobras

Governo digital