Você está aqui: Página Inicial > Meio Ambiente > 2011 > 09 > Novas tecnologias vão reduzir gases destruidores da camada de ozônio

Meio ambiente

Novas tecnologias vão reduzir gases destruidores da camada de ozônio

por Portal Brasil publicado: 13/09/2011 19h34 última modificação: 28/07/2014 12h57

O Ministério do Meio Ambiente vai coordenar a conversão tecnológica de 386 plantas industriais do setor de espumas de poliuretano no País, para eliminação de hidroclorofluorcarbonos (HCFCs). A meta está definida pelo Programa Brasileiro de Eliminação de HCFCs, que terá investimentos de mais de US$ 19 milhões. Essa classe de compostos químicos é destruidora da camada de ozônio além de contribuir com o aquecimento global.

Nesta terça-feira (13), na semana em que se comemora o Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio (16), o MMA divulga iniciativas relacionadas ao cumprimento de novas metas."Vamos investir em tecnologia para a substituição de equipamentos de 386 empresas fabricantes de espumas e também vamos investir em capacitação de mão de obra, para a manutenção de maquinário de refrigeração, pois sabemos que os vazamentos desse tipo de equipamento chegam a 100% por ano", enfatiza a ministra Izabella Teixeira. Os recursos são do Fundo Multilateral para Implementação do Protocolo de Montreal.

Na reunião em Montreal, o MMA apresentou o projeto de cada uma das empresas nacionais que serão beneficiadas. Multinacionais que atuam no Brasil deverão investir outros US$ 14 milhões, para bancar a sua própria conversão tecnológica.

"A semana em que se comemora o Dia do Ozônio começa com uma boa notícia. Em 2010 conseguimos cumprir o compromisso de eliminação dos clorofluorcarbonos (CFC), e agora partimos para o Programa Brasileiro de Eliminação de HCFCs, que também têm potencial de aquecimento global", afirma Karen Suassuna, diretora de Mudanças Climáticas do MMA.

Para a proteção da camada de ozônio, a primeira providência da comunidade internacional foi eliminar os CFC, substituindo-os pelos HCFC, que tinham muito menor poder de destruição. 

No Brasil, essa segunda etapa de combate ao buraco na atmosfera acontece por meio de parceria entre o MMA, a iniciativa privada,e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).


Prioridades 

O setor de espumas foi escolhido para abrir porque representa 43,58% do consumo de HCFCs em termos de potencial de destruição da camada de ozônio (PDO). "Também teremos ações para conter o vazamento de HCFC em equipamentos de refrigeração de supermercados, outra importante fonte de emissão destes gases para a atmosfera", relata a coordenadora de Proteção da Camada de Ozônio, no MMA, Magna Luduvice.

A primeira fase do programa será consolidada até 2015, com a conversão de tecnologia e a eliminação de 220,3 toneladas de PDO, o que equivale também a aproximadamente 5 milhões de toneladas de CO² equivalente.

O setor de espumas consome principalmente o HCFC-141b, com média de 616,85 toneladas anuais; menos do que os 640,13 de HCFC-22 consumidos em equipamentos de refrigeração e ar condicionado, que chegam a 45,2% do total. Nesse total se incluem os vazamentos do maquinário de supermercados.

Estatísticas parciais sobre vazamentos apontam que as perdas em equipamentos de refrigeração em supermercados podem alcançar até 100% do HCFC-22 anualmente, que precisa ser reposto. Devido ao preço relativamente baixo dos HCFCs, nem sempre a manutenção dos equipamentos recebe a devida atenção. "É neste ponto que iremos atuar capacitando a cadeia de usuários e prestadores de serviços", explica Magna Luduvice.

A coordenadora explicou que o HCFC-22 é o segundo componente do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs, nesta primeira fase, representando 22% das reduções que serão alcançadas.

De acordo com as metas do Protocolo de Montreal, o País deverá congelar o nível de importação em 2013 com base na média do consumo dos anos 2009 e 2010 e eliminá-lo até 2040. Magna Luduvice, no entanto, afirma que o Brasil vai cumprir esse objetivo bem antes do prazo.

Para comemorar o dia Internacional de Proteção a Camada de Ozônio, o MMA, Ibama, Pnud e GIZ montarão uma ilha temática na Feira Internacional de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento do Ar (Febrava). A feira ocorre entre os dias 20 e 23 de setembro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. No encontro, as instituições vão divulgar os resultados alcançados no Plano Nacional de Eliminação dos CFCs e apresentarão o Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs.


Fonte:
Ministério do Meio Ambiente

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Entenda as metas de conservação de energia em edifícios
Conheça a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence) em Edificícios
Brasil assina acordo de Paris sobre mudança do clima
A cerimônia reuniu mais de 130 chefes de Estado em Nova Iorque, na sede das Nações Unidas
Mais de 80% das áreas rurais já foram registradas
O Ministério do Meio Ambiente apresentou, nesta sexta-feira (6), um balanço do Cadastro Ambiental Rural (CAR)
Conheça a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence) em Edificícios
Entenda as metas de conservação de energia em edifícios
A cerimônia reuniu mais de 130 chefes de Estado em Nova Iorque, na sede das Nações Unidas
Brasil assina acordo de Paris sobre mudança do clima
O Ministério do Meio Ambiente apresentou, nesta sexta-feira (6), um balanço do Cadastro Ambiental Rural (CAR)
Mais de 80% das áreas rurais já foram registradas

Últimas imagens

A Samarco foi notificada para retirar o material com urgência e garantir a segurança da barragem.
A Samarco foi notificada para retirar o material com urgência e garantir a segurança da barragem.
Arquivo/Ibama
O Acordo de Paris busca limitar o aumento da temperatura média global a bem abaixo de 2°C, em relação aos níveis pré-industriais.
O Acordo de Paris busca limitar o aumento da temperatura média global a bem abaixo de 2°C, em relação aos níveis pré-industriais.
Foto: Scientific Visualization Studio/Fotos públicas
Iniciativa faz parte de política pública permanente de acesso à água de qualidade
Iniciativa faz parte de política pública permanente de acesso à água de qualidade
Foto: Paulo de Araújo/MMA
Vista da RPPN Raso do Mandi II, em Santa Catarina
Vista da RPPN Raso do Mandi II, em Santa Catarina
ICMBio/Germano Woehl Junior
Medidas permitiu reduzir em 12,5% a relação entre a quantidade de água consumida e o volume de petróleo processado
Medidas permitiu reduzir em 12,5% a relação entre a quantidade de água consumida e o volume de petróleo processado
Divulgação/Petrobras

Governo digital