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Secretária da ONU afirma que América Latina está preparada para enfrentar a crise internacional

por Portal Brasil publicado: 23/03/2012 16h15 última modificação: 29/07/2014 09h01

Segundo Alicia Bárcena, secretária executiva da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) da Organização das Nações Unidas (ONU), a América Latina está mais preparada para enfrentar a crise internacional, mas precisa ficar atenta e tomar as medidas necessárias para manter um desenvolvimento sustentável.

A secretária executiva proferiu a palestra Crise: Obstáculos e Desafios para a América Latina e o Caribe, na quarta-feira (21), no auditório do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e falou a representantes da comunidade científica, servidores e economistas.

A previsão de crescimento econômico para a região é de 3,7% em 2012, ante 4,7%, em 2011, e 5,9%, em 2010. “Desacelerou, mas os motores do crescimento não estão parados, essa região vem tendo crescimento”, afirmou Alicia, que considera que a região adotou políticas econômicas eficazes, nos últimos anos, com a acumulação de reservas e controle de contas ficais, mas precisa agora ficar atenta ao grande fluxo de capitais.

Para superar o momento de instabilidade, ela defende a adoção de medidas como diversificar a estrutura exportadora, fortalecer a capacidade da indústria para retomar a força e o dinamismo que o momento requer, além de abrir outros espaços de exportação e consolidar os existentes, reformulando as relações e integração com os países. Neste sentido, disse Alicia, a ciência, tecnologia e a inovação passam a ter papel cada vez mais importante para acrescentar valor agregado a essa estrutura exportadora.

“A inovação é um dos processos mais importantes para que as economias e, sobretudo, as estruturas produtivas no nosso continente e em nossos países possam dar valor agregado à sua produtividade, às suas matérias primas e também lograr mais capacidade para toda sociedade: melhor educação, acesso à comunicação, à conectividade”, sustentou a secretária.

 

Desenvolvimento sustentável

Ao abrir o evento, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, enalteceu o currículo da especialista e sua atuação na área econômica e ambiental da ONU. Para Raupp, "nós temos a visão de que a ciência tem um papel a desempenhar no desenvolvimento do nosso País, que é exatamente a compatibilização do crescimento econômico com a sustentabilidade ambiental e social", afirmou, ao falar da importância da temática.

Na avaliação de Alicia Bárcena, a América Latina pode dar um salto nessa matéria ao aproveitar a temática do desenvolvimento sustentável com o advento da Rio + 20, em junho deste ano. “A América Latina e países como o Brasil têm uma matriz energética relativamente limpa, têm uma base científica, têm uma base produtiva. Esses países podem dar esse salto em economias de baixo carbono, mais limpas, com manejo integral dos seus recursos naturais com inserção social”, frisou ela.

“A Cepal colocou desafios como, por exemplo, tratar a propriedade industrial como elemento não de barreiras ao processo de inclusão e sim, na verdade, um processo de acesso livre ao conhecimento para a área ambiental ajudando consideravelmente a mitigação e a redução para uma economia de baixo carbono”, acrescentou o secretário executivo do ministério, Luiz Antonio Elias.

Para Elias, o debate trouxe uma importante discussão sobre o contexto internacional com a derrocada dos mercados financeiros. Ele ressaltou como relevante a abordagem sobre a importância do diálogo na América Latina, ou seja, a integração regional. “A ideia de que o intercâmbio de trocas pode ser melhor dimensionado se olharmos as oportunidades internas e estabelecermos intercâmbios mais fortes na região”, exemplificou.

O secretário executivo afirmou ainda que “a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Encti) - 2012 a 2015 se encaixa perfeitamente dentro do discurso que a Cepal está trazendo. Para nós é uma questão importante dessa visão estrutural dos avanços que a economia pode ter e das oportunidades locais que poderão estar desenvolvidas”, conclui.

 

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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