Meio ambiente
Incra contesta denúncia de desmatamento na Amazônia
Instituto afirma que dados apresentados pelo Ministério Público Federal incluem áreas que não estão sob sua administração
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) contestou as denúncias feitas na semana passada pelo Ministério Público Federal (MPF), de que o órgão é responsável por um terço do desmatamento da Amazônia. De acordo com o instituto, os documentos apresentados incorporam áreas que não estão mais sob sua administração.
Na semana passada, procuradores da República ingressaram com ações contra o Incra em seis estados por desmatamento ilegal em assentamentos da reforma agrária, nas quais apresentam, entre outros pedidos, o fim imediato das derrubadas.
Essas áreas, de acordo com o Incra, incluem, por exemplo, os projetos de colonização da década de 1970 e outras áreas já emancipadas. De acordo com nota divulgada pelo instituto, o processo de desmatamento vem diminuindo principalmente a partir da década de 2000.
"O desmatamento nos assentamentos da região teve uma redução de 66% em área, correspondente ao período de 2005 a 2011. Em 2011, esse desmatamento representou 18% do total desmatado. Portanto, não é verdadeira a afirmação veiculada de que o desmatamento em assentamentos representa um terço e sim, um quinto do total", destaca a nota.
O Incra informou ainda que existem atualmente na Amazônia Legal 3.554 projetos onde vivem 752 mil famílias em 76,7 milhões de hectares. "Há mais de dez anos, a instituição direcionou a política de reforma agrária na região para a criação de projetos de assentamentos ambientalmente diferenciados como os projetos Agro Extrativistas (PAEs), de Assentamento Florestal (PAF) e de Desenvolvimento Sustentável (PDS)", destacou o órgão.
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