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Florestas brasileiras terão novo mapeamento

por Portal Brasil publicado: 25/01/2013 11h09 última modificação: 29/07/2014 09h25
Exibir carrossel de imagens Divulgação / Planalto As equipes vão mapear quase 22 mil pontos em todo o território nacional. Em toda Amazônia, haverá em torno de 7 mil pontos

As equipes vão mapear quase 22 mil pontos em todo o território nacional. Em toda Amazônia, haverá em torno de 7 mil pontos

Serão mapeados quase 22 mil pontos em todo o território nacional, além do estudo sobre espécies arbóreas e solo, haverá  pesquisa sobre a população que vive no entorno das florestas

 

Com o objetivo de detalhar a qualidade dos solos, as espécies existentes em cada área e o potencial de captura e emissão de gás carbônico das florestas brasileiras, o Ministério do Meio Ambiente já começa a enviar equipes de técnicos e especialistas para a Amazônia. Apesar de o Brasil ser coberto por 60% de florestas nativas, atualmente, os dados sobre estas áreas limitam-se a imagens da cobertura vegetal, por satélites, por exemplo.

A proposta é que as equipes coletem em campo as informações sobre as áreas e analisem todo o material que vai compor o Inventário Florestal Nacional (IFN), que começou a ser construído em 2010.

Além de dados sobre espécies arbóreas e sobre o solo, haverá também estudo sobre a população que vive no entorno das florestas, destacou o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), que está conduzindo o levantamento, Antônio Carlos Hummel. Segundo ele, serão aplicados quatro diferentes questionários para saber como estas comunidades convivem nestes territórios.

Os dados serão divulgados parcialmente todos os anos, mas a conclusão de todo o levantamento só sairá em 2016.

 

Investimentos

Os investimentos para o levantamento somam, pelo menos, R$ 65 milhões. Os recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foram contratados nesta quinta-feira (24) pelo Ministério do Meio Ambiente.

Os recursos, não reembolsáveis, são do Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES, e destinam-se à implementação do Inventário Florestal Nacional no Bioma Amazônia, que será concluído em 48 meses.

 

Pesquisa

O inventário também reunirá informações sobre florestas situadas em outros biomas, como o Cerrado e a Caatinga. Desde que o projeto foi aprovado, o governo mapeou florestas em Santa Catarina e no Distrito Federal, em uma fase experimental.

Para o levantamento no Cerrado, o Banco Interamericano de Desenvolvimento disponibilizou US$ 10 milhões e, em Santa Catarina, os técnicos descobriram florestas que estão sendo regeneradas naturalmente, sem que os especialistas soubessem que o processo estava ocorrendo.

As informações detalhadas sobres as florestas brasileiras também devem balizar as políticas do governo para conservação da biodiversidade no território nacional e as novas concessões florestais. “O Brasil só fez um levantamento como este uma vez, que foi publicado nos anos 1980, com dados dos anos 1970 e não foi um levantamento nacional. Este é o primeiro 'censo' florestal e será o trabalho de maior envergadura de todo o planeta”, disse a ministra Izabella Teixeira.

 

Território mapeado

Ao todo, serão mapeados quase 22 mil pontos em todo o território nacional. Em toda Amazônia, haverá em torno de 7 mil pontos. Apenas no Arco do Desmatamento, formado por Rondônia, centro e norte do Mato Grosso e leste do Pará e onde será iniciado o levantamento da região, serão levantadas informações de cerca de 3 mil pontos amostrais, distantes 20 quilômetros um do outro.

A pesquisa abrangerá uma área de cerca de 40% do território brasileiro. Nessa área, dados referentes a 6,5 mil pontos de amostras, compreendendo um espaço de 20m x 100m, serão coletados e analisados, trabalho que contará com a parceria de estados, instituições federais e municípios.

O objetivo é facilitar a interlocução com as autoridades municipais, o acesso às propriedades privadas, a logística e o apoio à execução técnico-científica, no aprimoramento da metodologia do inventário e no programa de avaliação e controle de qualidade do trabalho no campo.

 

 

Fonte:
Agência Brasil
BNDES

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