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Meio Ambiente

Ibama apreende madeira ilegal em Mato Grosso

Combate ao Desmatamento

Ação faz parte da Operação Onda Verde, criada em 2012 para combater o desmatamento ilegal
por Portal Brasil publicado: 07/10/2013 15h28 última modificação: 29/07/2014 09h24

Durante a Operação Onda Verde, iniciativa que combate o desmatamento ilegal, o Ibama apreendeu quatro mil metros cúbicos de madeira ilegal em Mato Grosso. Os fiscais atenderam várias denúncias e partiram em busca de madeira no entorno de Conselvan, distrito de Aripuanã, Município distante 1.100 km de Cuiabá. A apreensão aconteceu no início deste mês.

Em três dias, as equipes localizaram mais de 1.500 toras e mais de 100 pacotes de madeira serrada, distribuídas em 17 diferentes pontos da região.

Segundo o chefe da Divisão Técnico Ambiental do Ibama em Mato Grosso, Wérikson Trigueiro, é muito provável que grande parte dessa madeira tenha sido retirada de forma ilegal das Terras Indígenas.

A ação, que aconteceu entre as Terras Indígenas Aripuanã e Arara do Rio Branco, causou alvoroço no local por conta da grande quantidade de madeireiras. Os empresários começaram então a ocultar as madeiras ilegais em terrenos e chácaras abandonados nas redondezas do Município. Entre as essências encontradas havia jatobá, cerejeira, peroba, ipê, maçaranduba e cedrinho, todas com grande valor de mercado.

A madeira já está sendo recolhida e será doada, conforme determina a legislação ambiental a órgãos e entidades públicas ou a entidades sem fins lucrativos e de caráter beneficente.

Ouro Verde

A Operação Onda Verde, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) foi lançada em fevereiro de 2013 e já embargou, só nas últimas semanas, mais de 10 mil hectares de áreas desmatadas ilegalmente nos estados de Rondônia, Pará, Mato Grosso e Amazonas. Também foram aplicadas multas por irregularidades que somam mais de R$ 24 milhões. 

O objetivo da operação, que se estende até o final de 2013, é coibir desmatamentos ilegais nas áreas consideradas críticas pelo monitoramento ambiental da Amazônia.

Em Rondônia, os primeiros 30 dias da operação resultaram em 3,6 mil hectares de áreas embargadas, quatro tratores apreendidos e R$ 5 milhões em multas aplicadas. 

Histórico

A base da operação, no município de Porto Velho, conta com veículos adaptados ao solo amazônico e equipe de peritos no sensoriamento remoto, que decodifica as imagens que chegam dos satélites e aponta os alvos a serem vistoriados, garantindo maior rapidez às operações. 

No estado, os municípios com maior incidência de registros ambientais são Porto Velho, Nova Mamoré, Cujubim, Machadinho do Oeste, Buritis e Costa Marques. 

No Pará, um dos flagrantes foi no distrito de Castelo dos Sonhos, no oeste do estado, a 2 km da Terra Indígena do Baú. Ao perceberem a aproximação do helicóptero do Ibama, os desmatadores fugiram pela mata, deixando no local duas motosserras – 400 hectares já estavam devastados. 

Segundo a superintendência do Instituto no estado, a intenção dos infratores era criar gado na área. Como a área foi embargada, não poderá mais ser legalizada por meio de inclusão no Cadastro Ambiental Rural. 

Já em Mato Grosso, as ações intensificadas embargaram  4 mil hectares de terras e foram aplicadas R$ 12 milhões em multas aos responsáveis pelos desmatamentos ilegais. 

Cadastro Ambiental Rural  

Instituído em maio de 2012, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um instrumento para auxiliar no processo de regularização ambiental de propriedades e posses rurais. Consiste no levantamento de informações georreferenciadas sobre o imóvel, com delimitação das áreas de proteção permanente, de reserva legal e de remanescentes de vegetação nativa. Com a delimitação, a terra é regularizada a partir de um planejamento ambiental econômico do imóvel rural. 

Fontes:
Ibama
Portal do Planalto

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