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Meio Ambiente

Pesquisa revela dados socioambientais de Unidades de Conservação

Amazonas

Informações sociais podem proporcionar melhorias para a qualidade de vida nessas áreas, afirma pesquisadora
por publicado: 30/10/2013 18h04 última modificação: 29/07/2014 09h25

Nesta terça-feira (29), durante o seminário Dinâmica de Carbono da Floresta Amazônica, a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) Maria Inês Higuchi, apresentou dados socioambientais das Unidades de Conservação (UCs) no Amazonas, sua relevância para o desenvolvimento de pesquisas e para a formulação de inventários florestais nessas áreas.

“Ao mesmo tempo que queremos conhecer a floresta, precisamos conhecer as pessoas que nela vivem e que dela dependem. Essas informações sociais iriam combinar com as melhorias para uma melhor qualidade de vida nessas áreas, tanto na vida das pessoas, quanto na proteção de recursos naturais”, afirma a pesquisadora.

Os dados apresentados na palestra estão reunidos no livro 'Morar e Viver em Unidades de Conservação no Amazonas: Considerações Socioambientais para os Planos de Manejo' editado pelos pesquisadores do Inpa, Maria Inês Gasparetto Higuchi e Niro Higuchi, e a pesquisadora-bolsista, Camila Carla de Freitas.

O seminário começou nesta segunda-feira (28) e irá até quarta-feira (30), tem o objetivo de apresentar e discutir resultados do Projeto Dinâmica do Carbono da Floresta da Amazônia (CADAF) obtidos durante o período de 2010 a 2013.

O coordenador do projeto pelo Inpa, Niro Higuchi, destaca a iniciativa no Amazonas em desenvolver um método para o projeto de carbono, estando à frente de outros estados brasileiros e até outras regiões do mundo.

“O resultado principal do CADAF é que temos um sistema de inventário florestal contínuo no Amazonas, ou seja, temos condições de fazer uma boa estimativa do carbono da floresta do estado. Se queremos entender qual é o papel do Amazonas em questões globais, como a situação climática, esse foi o primeiro passo dado. A segunda questão é como medida de mitigação do aumento de gás e com o efeito estufa na atmosfera, o mundo acena com a possibilidade de projetos de carbono para ajudar países em desenvolvimento nesse processo, e esses projetos dependem fundamentalmente de métodos e é o que estamos fazendo”, afirma o coordenador.

Palestras

Ainda nesta tarde aconteceram palestras abordando os temas sobre: árvores caídas e altura dominante, raízes finas e serapilheira e o uso da terra e emissões de CO2. Nesta quarta-feira (30), o seminário irá abordar o sensoriamento remoto (equipamentos, métodos, aplicações e resultado) com a abordagem das seguintes palestras: o componente sensoriamento remoto do Projeto CADAF, Reserva Ducke: Imagens LiDAR e dados terrestres e  VANT: Aplicações no Sensoriamento Remoto.

Projeto CADAF

O projeto CADAF é parte do programa de cooperação bilateral entre Brasil e Japão, representado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA, em inglês). O Projeto CADAF foi aprovado em abril de 2010 com término previsto para março de 2014. O objetivo é desenvolver técnicas de avaliação, em grande escala, da dinâmica do carbono na floresta amazônica. O CADAF deu continuidade às atividades de campo do Pronex, encerradas em dezembro de 2011 e é parte integrante do Inventário Florestal Contínuo do Estado do Amazonas.

Fonte:
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

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