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Meio Ambiente

Projeto Corredor Ecológico do Jalapão é concluído

Unidade de Conservação

Ação definiu uma estratégia para gestão ambiental integrada das unidades federais, estaduais e municipais envolvidas
por publicado: 25/10/2013 15h33 última modificação: 29/07/2014 09h25

O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Roberto Vizentin, participou na quinta-feira (24), na sede do Instituto em Brasília, da reunião final do comitê de Coordenação Conjunta do Projeto Corredor Ecológico do Jalapão. O objetivo desta reunião foi apresentar os resultados alcançados pelo projeto nestes quatro anos de trabalho. Na ocasião, o chefe da Divisão de Mosaicos e Corredores Ecológicos do ICMBio e coordenador técnico do projeto, Allan Crema, apresentou um balanço das atividades.

Entre os resultados alcançados estão: a criação e capacitação de cinco conselhos municipais do meio ambiente; a elaboração do manual de uso do ICMS Ecológico; a criação e implantação da primeira unidade de conservação (UC) de proteção integral municipal do Estado do Tocantins (Monumento Natural Canyons e Corredeiras do Rio Sono); a capacitação de 113 professores pelo programa de formação dos agentes de sensibilização ambiental do Jalapão (Asas do Jalapão); a elaboração do Atlas do Corredor Ecológico do Jalapão; o desenvolvimento de estudos para a manutenção da conectividade ecológica do Jalapão e a elaboração do Relatório que gera subsídios para o plano estratégico da gestão integrada entre UC da Região do Jalapão.

Para o presidente Roberto Vizentin, a experiência do projeto Corredor Ecológico do Jalapão trouxe ao ICMBio elementos importantes para o planejamento da gestão das UC. "Neste projeto percebemos que aconteceram transformações importantes para as unidades do Jalapão. O projeto definiu uma estratégia ampla para gestão ambiental integrada das unidades federais, estaduais e municipais envolvidas", disse Vizentin.

Segundo o representante sênior da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA, sigla em inglês) no Brasil, Ichiro Sato, o projeto trouxe resultados visíveis. "Percebemos que o projeto implementado cumpriu seu papel e o sucesso desses resultados positivos só foram possíveis graças ao trabalho conjunto do ICMBio, dos estados e municípios envolvidos e da sociedade civil", destacou.

Para Ichiro Sato, a cooperação será encerrada, mas o projeto é do ICMBio. "Nós da JICA esperamos que o Instituto continue esse trabalho no Jalapão e em outras UC e que em breve seja divulgado o relatório do projeto e que seja assinada a Portaria de reconhecimento do Mosaico do Jalapão pelo MMA. Esse é o desejo da Agência Japonesa de Cooperação", finalizou Sato.

Na oportunidade, o coordenador do projeto pela JICA, Koji Asano, agradeceu em nome da agência de cooperação o esforço de toda equipe do ICMBio, em especial ao coordenador do projeto no ICMBio, Allan Crema. Também participaram da reunião, a diretora de Criação e Manejo do ICMBio, Giovanna Palazzi, o coordenador-substituto de Criação, Planejamento e Avaliação de Unidades de Conservação do ICMBio, Felipe Rezende, e representantes da Embaixada do Japão no Brasil e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC).

O Projeto

O Projeto Corredor Ecológico da Região do Jalapão é uma iniciativa do ICMBio em cooperação técnica com a JICA - órgão do governo japonês responsável pela implementação da Assistência Oficial para o Desenvolvimento (ODA), através da disposição de peritos e consultores nas áreas estratégicas de sua atuação. Além deste parceiro, o ICMBio conta com o apoio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado do Tocantins (Semades), Secretaria de Planejamento e Modernização da Gestão Pública do Estado do Tocantins (Seplan), do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), da Secretaria de Meio Ambiente do Estado da Bahia (SEMA), do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais da Bahia e Ministério do Meio Ambiente (MMA), dentre outras instituições da região, incluindo os municípios.

Nove unidades de conservação fazem parte do projeto, sendo três federais: Estação Ecológica Serra de Tocantins (TO), Parque Nacional Nascentes do Rio Paranaíba (PI) e Área de Proteção Ambiental (APA) Serra de Tabatinga (PI). Duas estaduais e uma municipal em Tocantins (Parque do Jalapão, APA do Jalapão e Monumento Natural Canyons e Corredeiras do Rio Sono); duas estaduais na Bahia (APA Bacia do Rio Preto e Estação Ecológica do Rio Preto); e a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Catedral do Jalapão, em Tocantins.

O principal objetivo do projeto foi reforçar a conservação dos ecossistemas da região do Jalapão, por meio da integração entre as unidades de conservação federais, estaduais, municipais e privadas e a comunidade, com vista à construção do plano estratégico para implantação do corredor ecológico, no qual estão definidas as principais diretrizes, áreas e ações necessárias para manter ou restabelecer a conectividade ecológica entre as áreas protegidas e preservar a natureza.

Fonte:
Instituto Chico Mendes de Preservação da Biodiversidade 

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