Meio Ambiente
Fundo apoiará ações na Amazônia e na Caatinga em 2014
Florestas
No próximo ano, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF) atuará nos biomas Amazônia e Caatinga a fim de promover o manejo florestal sustentável, com foco na região de influência da rodovia BR-163, no Pará, e nos polos consumidores de lenha e carvão no Nordeste.
A informação, que é parte do Plano de Aplicação Regionalizada do FNDF para 2014, foi apresentada aos membros do Conselho Consultivo do FNDF durante a 6ª Reunião Ordinária do grupo na última quarta-feira (20), em Brasília (DF). O Conselho é formado por representantes de 12 instituições, entre órgãos de governo e diversas entidades da sociedade civil.
Ao aplicar recursos nessas áreas e temas, o FNDF amplia e fortalece suas atividades em locais prioritários no cenário florestal. “Concentrar esforços em determinadas áreas florestais pode garantir melhores resultados e o estabelecimento de uma economia de base florestal”, afirma a diretora de Fomento e Inclusão do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Claudia Azevedo-Ramos.
O Fundo lançará chamadas de projetos voltadas à capacitação de extensionistas e à assistência técnica para o manejo florestal comunitário e familiar na região da BR-163 e entorno de concessões florestais no Pará, como também no entorno de polos industriais consumidores de lenha no Nordeste.
De acordo com o gerente de Capacitação e Fomento do SFB, João Paulo Sotero, outras ações e inclusive biomas poderão ser apoiados. “Dentre as estratégias de atuação do FNDF está o estabelecimento de parcerias com outros fundos e instrumentos de fomento no sentido de captar outros recursos”, diz. Isso ocorreu nos dois últimos anos, quando FNDF e Fundo Nacional sobre Mudanças Climáticas realizaram chamadas públicas para apoio a projetos de forma conjunta.
Resultados
Na reunião do Conselho Consultivo, foi apresentado o balanço das ações do Fundo: mais de R$ 17 milhões aplicados desde 2010 em atividades na Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, num total de 150 projetos.
Aproximadamente 6.000 famílias já foram beneficiadas com assistência técnica para o manejo ou com assessoria para a gestão de negócios florestais de base comunitária, e quase 1.500 pessoas foram capacitadas em diferentes atividades ligadas ao uso sustentável das florestas ou à restauração florestal.
Entre os beneficiários estão agricultores familiares de assentamentos da reforma agrária e do Programa Nacional do Crédito Fundiário, extrativistas, extensionistas, estudantes de cursos técnicos, viveiristas e empresas consumidoras de produtos florestais.
Caatinga
Único bioma exclusivamente brasileiro, a Caatinga foi alvo de 50% dos projetos do Fundo. Ao todo, o FNDF apoia o manejo em mais de 25 mil hectares nesse bioma, uma estratégia que tem gerado fonte de renda para assentados, conservação da vegetação e combate à desertificação.
Apenas no Piauí, onde o SFB atende a cinco assentamentos, o potencial de geração de renda bruta com o manejo chega a R$ 500 mil anuais, segundo o engenheiro florestal e responsável técnico por esses planos de manejo, Cristiano Cardoso, da Fundação Apolônio Salles, contratada pelo FNDF. Juntas, as áreas de manejo apoiadas nesse estado equivaleriam a sua 12ª unidade de conservação, o que mostra a relevância em extensão do manejo para a conservação da Caatinga.
Novamente inclusa no PAAR, a Caatinga receberá mais ações do Fundo, o que potencializará as ações na região, com impacto social, econômico e ambiental.
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