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Ciência e Tecnologia

Pesquisa estuda resgates de peixes-boi na Amazônia

Preservação

Trabalho financiado por programas de apoio à pesquisa traz levantamento sobre filhotes órfãos
por Portal Brasil publicado: 21/11/2013 10h45 última modificação: 29/07/2014 23h56

O Instituto Mamirauá desenvolveu projeto de pesquisa sobre resgates de peixes-boi amazônicos órfãos. O levantamento de informações foi realizado por Jasmin de Souza Ortiz, que estuda no Centro Educacional Governador Gilberto Mestrinho, em Tefé (AM). A iniciativa foi desenvolvida por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic-Jr), com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Segundo a estudante do ensino médio, filhotes se perdem das mães quando estas são caçadas. Outro problema é o emalhe em redes de pesca, pois os animais vivem em áreas de intensa atividade pesqueira. Ao todo, foram encontradas informações sobre 96 resgates de peixes-boi: 43% dos animais eram fêmeas, 18% eram machos e em 39% dos casos não foi possível identificar o gênero do animal.

Segundo Jasmin, desde 1995 são realizados resgates como uma tentativa de contribuir para a conservação da espécie. “Dos 96 animais resgatados, 36 foram encaminhados para o Instituto de Pesquisas da Amazônia [Inpa/MCTI] e 15 para o Centro de Reabilitação de Peixe-Boi Amazônico de Base Comunitária do Instituto Mamirauá, na Reserva Amanã”, conta. “Os demais animais foram encaminhados, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama),para diferentes centros conservacionistas”.

Para a pesquisadora Miriam Marmontel, orientadora do projeto, o trabalho é voltado ao levantamento histórico sobre resgates de peixes-boi amazônicos órfãos. “A importância da pesquisa é justamente identificar quais as principais causas das ocorrências de filhotes que acabam em cativeiro, como esse problema se desenvolveu ao longo do tempo, para que se possam planejar medidas mitigatórias a este problema de conservação”, afirma.

O estudo foi possível a partir da pesquisa de informações disponíveis no Instituto Mamirauá, onde se encontram 44 documentos sobre o tema. As demais informações foram obtidas em blogs, jornais e sites.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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