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Meio Ambiente

Estação ecológica de Carijós irá monitorar mudanças climáticas

Monitoramento

Metodologia irá possibilitar a comparação direta com outros locais do planeta onde tais estruturas já foram instaladas
por Portal Brasil publicado: 04/12/2013 15h13 última modificação: 29/07/2014 23h55

Foram instaladas em três pontos estratégicos da Estação Ecológica de Carijós, em Florianópolis (SC), as primeiras estruturas de monitoramento de mudanças climáticas no contexto do Grupo de Trabalho de Marismas e Manguezais (GT-4), da Rede de Monitoramento de Habitats Bentônicos Costeiros (ReBentos).

Foram fixados verticalmente no manguezal, três tubos de alumínio, numa primeira etapa de instalação do equipamento que permitirá medir, com precisão, os processos de erosão e sedimentação no mangue, em resposta às alterações no nível do mar, no médio e longo prazos.

O uso dessa metodologia possibilitará também a comparação direta dos dados obtidos na Estação Ecológica de Carijós, com aqueles de outros locais ao redor do planeta onde essas estruturas já foram instaladas, bem como também em outras localidades no Brasil que ainda deverão receber os equipamentos, conforme planejamento do GT-4 da ReBentos.

O trabalho de fixação das estruturas foi realizado conjuntamente por representantes do Núcleo de Estudos do Mar, da Universidade Federal de Santa Catarina (NEMAR/UFSC) e da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), com base na Autorização SISBIO nº 42234.

ReBentos

A Rede de Monitoramento de Habitats Bentônicos Costeiros (ReBentos) objetiva a criação e implementação de uma rede integrada de estudos dos habitats bentônicos do litoral brasileiro, vinculada à Sub-Rede Zonas Costeiras da Rede Clima (MCT) e ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-MC), para detectar os efeitos das mudanças ambientais regionais e globais sobre esses organismos, dando início a uma série histórica de dados sobre a biodiversidade bentônica ao longo da costa brasileira.

A ReBentos é uma rede formada, até o momento, por mais de 90 pesquisadores, vinculados a cerca de 40 instituições de ensino e pesquisa de todo o Brasil, que desenvolvem pesquisas relacionadas a organismos bênticos marinhos na costa brasileira.

O objetivo é o desenvolvimento de pesquisa, em rede temática, para o entendimento e previsão dos efeitos das mudanças climáticas sobre a biodiversidade bêntica marinha brasileira. A consolidação dessa rede visa discutir, padronizar e aplicar metodologias para a geração de dados de longo prazo.

Com isso, futuramente, a rede poderá propor a criação de uma modelagem descritiva e preditiva das respostas e alterações da biodiversidade sob diferentes cenários de alterações globais e regionais, além da investigação de fatores que historicamente tem levado à perturbações da biodiversidade e de propostas de correção de rumos, levando à definição de estratégias de conservação da biodiversidade.

A Rede está organizada em seis subprojetos: praias; recifes e Costões; estuários; fundos submersos vegetados; manguezais e marismas e educação ambiental.

Manguezais e Marismas

Os ecossistemas manguezal e marisma são característicos de litorais tropical/intertropical e temperado, respectivamente, embora possam coexistir nas baixas latitudes. Manguezais, particularmente, são considerados os mais importantes fixadores e sumidouros de carbono (carbono azul), função destacada diante das atuais taxas dos gases de efeito estufa na atmosfera terrestre.

Ainda diante das mudanças climáticas, onde taxas de elevação do nível médio relativo do mar representam manifestações das mais marcantes ao longo dos litorais, manguezais e marismas como sentinelas do entremarés respondem de variadas formas aos processos da dinâmica costeira.

A adoção de protocolo mínimo de amostragem, permitirá que os projetos e subprojetos de pesquisa, associados à ReBentos, de médio e longo prazos, produzam informações passíveis de análises e de interpretações, levando a identificação de possíveis padrões de comportamento para os ecossistemas manguezal e marisma ao longo do litoral marinho costeiro brasileiro.

Fonte:
Instituto Chico Mendes de Preservação da Biodiversidade

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