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Meio Ambiente

Estação ecológica do RJ alerta sobre espuma no mar

Monitoramento

Apesar da anormalidade, não foi constatada qualquer mortandade de peixes ou aves marinhas no período
por Portal Brasil publicado: 04/12/2013 16h25 última modificação: 29/07/2014 23h55

A equipe da Estação Ecológica (Esec) Tamoios (RJ), foi alertada pelos pescadores da região sobre uma espuma que tomou conta do mar da Baía da Ilha Grande em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Nos últimos dias, foram realizadas saídas de monitoramento para registrar a existência da espuma, desde a enseada da Piraquara de Fora em Angra, onde se localiza a saída de água do sistema de refrigeração das usinas nucleares, até Paraty.

As instituições locais foram alertadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade por meio da equipe da unidade de conservação (UC) federal que entrou em contato com o Instituto Estadual do Ambiente (INEA), Prefeitura de Angra dos Reis e de Paraty, a Eletronuclear e pesquisadores das Universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Federal Fluminense (UFF), alertando sobre o surgimento da espuma no mar da região.

Mesmo com a presença da incomum espuma, não foi constatada qualquer mortandade de peixes ou aves marinhas no período. Mesmo assim, no dia 14 de novembro, o produto coletado foi levado para análise na unidade de conservação (UC), pela Superintendência Regional da Baía da Ilha Grande.

A Eletronuclear concluiu que não ocorreu florescência de algas na região e que a formação da espuma decorre da interação da matéria orgânica, naturalmente presente na água do mar, aliada aos efeitos físicos (hidrodinâmicos) dos ventos e ondas, intensificados pelas fortes ressacas que chegaram ao litoral nos últimos dois meses. Já as amostras coletadas pelo INEA, não sugerem contaminação por esgoto sanitário.

A Estação Ecológica Tamoios procurou o especialista da UFRJ, Dr. Paulo Salomon, que informou que os organismos detectados pelo INEA constituem uma comunidade planctônica típica de um ambiente marinho costeiro eutrofizado, o que significa um aumento de nutrientes disponíveis no ambiente aquático decorrente de atividade humana por lançar dejetos de origem orgânica ou inorgânica.

A equipe da UC acredita que as condições meteorológicas e oceanográficas na região nos últimos meses podem ter contribuído para a eutrofização, que é uma ocorrência natural em ecossistemas marinhos e costeiros. Ainda não se sabe o motivo do surgimento dessa espuma, mas a equipe da Estação Ecológica Tamoios continua em estado de alerta.

Fonte:
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

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