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Meio Ambiente

Ibama devolve animais à natureza em área de soltura

Preservação

Preparação durou mais de um ano. Antes da soltura, todos receberam um chip para identificação futura
por Portal Brasil publicado: 04/12/2013 19h22 última modificação: 29/07/2014 23h55

O Ibama, por intermédio da Equipe do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas/GO), realizou a soltura de sete papagaios do mangue  (Amazona amazônica), seis Canários da Terra, 20 Periquitos do Encontro Amarelo e um Porco Espinho, na Fazenda Cachoeirinha parceira do Projeto ASAS – Área de Soltura, localizada no município de Aragoiânia (GO).

Alunos de escolas públicas da região acompanharam a soltura dos animais, que aconteceu na última sexta-feira (29). O superintendente do Ibama/GO, Edilson Carvalho Siqueira, destacou que é possível devolver esses animais para a natureza: “este modelo de soltura, envolvendo escolas, será estendido a outros municípios como forma de educação ambiental para crianças e consciência ambiental para outros públicos”.

Este trabalho de soltura de animais silvestres segue os protocolos previstos para treinamento e monitoramento da (IN 179/2008).  Segundo o Coordenador de Fauna da Superintendência do Ibama/GO, Leo Caetano Fernandes, “existem dois tipos de soltura, a imediata e a branda. A imediata acontece assim que o animal que foi retirado da natureza e se encontra em perfeitas condições, e a ela devolvida. A branda, ocorre como no caso destes papagaios que há muito estão em cativeiro, alguns de 07 a 15 anos, passam por treinamento, antes de ganharem a liberdade”.

Inicialmente, os indivíduos, criados sem origem legal em cativeiro e que foram apreendidos ou entregues espontaneamente, passaram por uma série de exames para assegurar sua sanidade, com vistas a impedir a propagação de doenças que esses animais possam ter adquirido durante sua permanência em cativeiro. Em seguida, as aves passaram por treinamento de voo para fortalecimento muscular e foi-lhes oferecido alimento que encontrariam na natureza, visando uma melhor reintegração.

Reabilitados os psitacídeos, com treinamentos de voos, defesa, busca por alimento e perda das características humanas, foram identificados e marcados com tinta atóxica na região peitoral (os machos com tinta azul e as fêmeas com vermelha) para melhor visualização em ambiente natural durante o monitoramento pós-soltura. A preparação durou mais de um ano. Antes da soltura, todos receberam um chip para futura identificação.

Participaram da soltura os alunos do ensino fundamental da rede publica, que foram ganhadores do Concurso de Desenhos das Escolas Municipais Osvaldo Ferreira Carneiro e Padre João Bosco (representando a Prefeitura de Aragoiânia) e as Escolas Estaduais José Cândido Rosa e Genoveva Rezende Carneiro (representando a subsecretaria Estadual de Educação do Estado Goiás), integrantes da parte do Projeto de Educação Ambiental no entorno das áreas de soltura, visando sensibilizar a comunidade vizinha para as questões relativas a animais silvestres. Trabalho este conduzido pela bióloga a analista ambiental da Supes/GO, Ana Carolina Dias de Oliveira.

Agora os técnicos do Ibama e os voluntários do Projeto ASAS iniciam a fase de monitoração pós-soltura, onde visitam as propriedades vizinhas, pedindo informações sobre os animais soltos.

Fonte:
Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis

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