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Meio Ambiente

Curso ensina manejo de uso da Caatinga para extensionistas

Capacitação

Técnicos que atuam com extensão rural aprendem como o manejo florestal pode gerar renda e conservar a biodiversidade
por Portal Brasil publicado: 06/02/2014 10h46 última modificação: 30/07/2014 03h16

O manejo florestal na Caatinga, suas técnicas e benefícios são o tema de um curso que o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF), realiza até sexta-feira (7), em Ouricuri (PE), para cerca de 100 técnicos e extensionistas.

A capacitação faz parte de ações do SFB para difundir, nesse bioma, o manejo florestal de uso múltiplo – que envolve a extração de produtos florestais como lenha e o uso de resinas, cascas, forragem, mel e frutos, por exemplo, com a conservação da vegetação e da biodiversidade.

O terceiro módulo do curso de capacitação para técnicos e extensionistas irá atender profissionais do Centro de Assessoria e Apoio aos Trabalhadores e Instituições Não Governamentais Alternativas (Caatinga) e do Centro de Habilitação e Apoio ao Pequeno Agricultor do Araripe (Chapada), ambos do estado de Pernambuco.

Durante o curso, haverá aulas em sala e também uma visita de campo. O conteúdo traz uma visão geral do manejo e aborda temas como os recursos florestais do bioma Caatinga, práticas de manejo (inventário, talhonamento, técnicas), uso múltiplo (sistemas silvipastoris, produção de mel, frutas nativas e fitoterápicos) e legislação, em uma visão que privilegia o diálogo e as atividades em grupo.

Apoio

Ao oferecer cursos para técnicos e extensionistas, o SFB busca atender à demanda de instituições locais que têm interesse em ofertar formação complementar a esses agentes, visando ao fortalecimento do manejo florestal de uso múltiplo na Caatinga.

Segundo o gerente-executivo de Capacitação e Fomento do SFB, João Paulo Sotero, a capacitação de agentes de Ater é prioritária para o órgão, considerando a importância desses profissionais na difusão de saberes junto a produtores rurais e extrativistas. “Agentes de assistência técnica e extensão rural com boa formação florestal são capazes de perceber a floresta em pé enquanto um ativo, uma geradora de renda, promotora de serviços ecossistêmicos e não um passivo, um ônus para os produtores”, afirma.

A atividade do manejo tende a ganhar espaço no bioma na medida em que propicia renda para agricultores familiares e, ao mesmo tempo, conserva a Caatinga – que já perdeu quase metade de sua cobertura florestal –, evita a desertificação e propicia a convivência com o semiárido.

Até o fim de fevereiro, o SFB ainda realizará mais um curso, desta vez em Sobral (CE), com técnicos e extensionistas do Centro de Capacitação e Assessoria Técnica (Capacit) e do Instituto de Integração e Desenvolvimento Ambiental e Social (Instituto Rizoma).

Fonte:
Serviço Florestal Brasileiro

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