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Meio Ambiente

Estudo mapeia hábitos de peixes-bois reintroduzidos na natureza

Amazônia

Pesquisa é realizada em conjunto pelo Inpa/MCTI, Associação Amigos do Peixe-boi e Universidade de Tóquio
por Portal Brasil publicado: 11/02/2014 14h57 última modificação: 30/07/2014 03h16
Divulgação/ICMBio Os animais soltos tiveram dificuldade de procurar alimento, afirmam os pesquisadores

Os animais soltos tiveram dificuldade de procurar alimento, afirmam os pesquisadores

Detectar eventos de alimentação do peixe-boi da Amazônia (Trichechus inunguis), identificando o som da mastigação dos diferentes alimentos que fazem parte da dieta da espécie. Este é o objetivo do experimento que está sendo realizado por meio de uma cooperação técnica entre o Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), a Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) e o Instituto de Pesquisas Oceânicas da Universidade de Tóquio.

De acordo com Diogo Souza, colaborador da Ampa e um dos pesquisadores responsáveis pelo experimento, a ideia do estudo é ter dados suficientes para caracterizar o comportamento alimentar da espécie e investigar se os animais reintroduzidos no ambiente natural estão se alimentando de forma correta, tendo em vista que a visualização desses animais liberados em vida livre torna-se difícil por causa do seu comportamento discreto e das águas turvas da região.

“Experimentos prévios no cativeiro do LMA/Inpa mostraram que eventos de alimentação do peixe-boi foram detectados com sucesso, utilizando sons de mastigação registrados por um equipamento de tecnologia japonesa conhecido como AUSOMS-mini. Estes sons de alimentação foram extraídos automaticamente com a ajuda de um programa desenvolvido especialmente para realização de pesquisas com a espécie”, explica  Souza.   

O pesquisador explica que no último trabalho de reintrodução, em 2009, realizado pelo LMA/Inpa e Ampa, foi constatado que os animais soltos tiveram dificuldade de procurar alimento e, segundo os cientistas, esse foi um dos motivos pelos quais eles não conseguiram se readaptar ao ambiente natural. 

“Estamos analisando os diferentes tipos de plantas consumidas pelos peixes-bois e os sons produzidos pela mastigação. Desta forma, por meio desse dispositivo, poderemos analisar se nos primeiros dias, após a soltura, o animal estará se alimentando com frequência e qual o tipo de planta consumida”, ressalta Mumi Kikushi, pesquisadora da Universidade de Tóquio.

Avanço nas pesquisas

Para Diogo Souza, com essa tecnologia será possível, futuramente, realizar estimativa populacional de peixe-boi da Amazônia. “Até hoje, não existem estudos ou pesquisas que revelem estimativas populacionais para o número de indivíduos de peixes-bois da Amazônia. Esse equipamento apresenta-se como importante ferramenta para estudos ecológicos com o peixe-boi na natureza e contribuirá para aumentar o conhecimento sobre as principais áreas de ocorrência da espécie, como a RDS Piagaçu-Purus”, diz.  

>> Leia mais sobre o estudo.

Fontes:
Associação Amigos do Peixe-boi
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

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