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Meio Ambiente

Levantamento florestal de Sergipe ficará pronto até o final de agosto

Florestas

Informações obtidas com a realização do Inventário Florestal vão auxiliar na tomada de decisão e elaboração de políticas públicas
por Portal Brasil publicado: 28/02/2014 12h11 última modificação: 30/07/2014 03h16

Está encerrado o treinamento das equipes que farão o levantamento dos recursos florestais de Sergipe. O propósito do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) é coletar as informações das florestas do estado a fim da implementar o Inventário Florestal Nacional no Brasil (IFN).

Feita com a parceria da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) do estado, o treinamento das equipes - formada por engenheiros florestais, agrônomos e biólogos dos estados da Bahia e Sergipe - foi iniciado no último dia 18 deste mês de fevereiro e teve a Unidade de Conservação (UC) Estadual Refúgio de Vida Silvestre Mata do Junco como palco central dos treinamentos, teórico e prático. A UC do Junco é gerida pela Semarh e está localizada no município de Capela.

De acordo com o engenheiro florestal Marcelo Miranda, da Flora Nativa, empresa responsável pela execução do levantamento florestal em Sergipe, até o final de agosto o levantamento estará pronto. “Temos experiência de mais de 15 anos nesse tipo de trabalho, sendo a primeira vez que fazemos junto ao governo com a metodologia exigida e desenvolvida pelo SFB. A perspectiva é que em seis meses todo o levantamento esteja pronto”, salientou Miranda.

No total, 17 profissionais foram preparados pelo SFB para uma das etapas mais importantes do IFN, que é o levantamento em campo. De acordo com Guilherme Gomide, do SFB, a metodologia aplicada durante o curso é a mesma que vem sendo aplicada nos demais estados do país que já realizaram o levantamento dos seus recursos florestais.

“A equipe que foi treinada para o levantamento de dados para o IFN seguirá uma metodologia única, aplicada em todo o país. Eles buscarão informações como número, altura, diâmetro e espécies de árvores, tipo de solo, estoque de carbono e biomassa. Também será feito um levantamento socioambiental para conhecer a relação das populações locais com a floresta”, explicou Guilherme.

O instrutor do SFB disse ainda que outra atividade do treinamento que as equipes vão observar diz respeito à parte do herbário das plantas, iniciativa prática que ocorrerá na Universidade Federal de Sergipe.

Segundo ainda Guilherme Gomide, após iniciado oficialmente o levantamento em campo, que tem a perspectiva de início para 3 de março, o SFB ainda virá acompanhar o levantamento em duas novas fases.

“Essa foi a primeira etapa, que é a de treinar as equipes de profissionais em conformidade com a metodologia nacional do SFB. Agora, dentro de um mês, final de março para início de abril, retornaremos para cá a fim de acompanhar o andamento dos trabalhos. E a terceira fase é verificar se há alguma desconformidade com a coleta pretendida”, antecipa Gomide.

Também instrutor do treinamento, Doádi Antônio Brena, doutor em Engenharia Florestal e consultor da FAO/Serviço Florestal Brasileiro, diz que os alunos estão entusiasmados e não mostraram dificuldade de entenderem o processo.

“Os pontos amostrais poderão cair dentro de uma lagoa, no meio de uma pista, dentro de uma casa. Essas dificuldades eles apreenderam como vencê-las durante o curso em campo, parâmetro para todos os estados que farão o levantamento para o Inventário Florestal Nacional”.

Biólogo e participante do curso, Taiguã Correa diz que o curso lhe trouxe experiência positiva. “É uma experiência única por método ser diferente de outros trabalhos que já realizei em termos de levantamento de dados de recursos florestais”, disse.

O curso foi realizado com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), parceira do SFB também em outras atividades relacionadas ao IFN.

Pontos amostrais

O objetivo do inventário é fomentar e aprimorar a implementação de políticas públicas para a conservação das florestas. Sergipe teria originalmente coleta em 55 pontos amostrais para levantar os recursos florestais. Entretanto, esse número passou para 177 pela necessidade de o Governo do Estado obter mais informações sobre as regiões onde se localizam os principais mananciais hidrográficos do estado.

Fonte:
Serviço Florestal Brasileiro

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