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Meio Ambiente

Qualidade ambiental diminui em igarapés de Manaus, mostra pesquisa

Amazônia

Segundo o Inpa, a urbanização e o aumento das temperaturas estão diminuindo também a diversidade de invertebrados nos cursos d’água
por Portal Brasil publicado: 28/03/2014 16h09 última modificação: 30/07/2014 03h16

Os invertebrados aquáticos (insetos e outros organismos) de igarapés de Manaus sofrem com os efeitos negativos do processo de urbanização e com o aumento das temperaturas. É o que aponta uma pesquisa desenvolvida no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/ MCTI).

O estudo alerta ainda para a situação dos igarapés preservados, que estão perdendo a “função de referência como área preservada”. A pesquisa da tese de doutorado do biólogo Renato Tavares Martins, defendida no Programa de Pós-Graduação em Entomologia (PPG-ENT) do Inpa, mostra que os efeitos de diferentes impactos antrópicos como desmatamento, entrada de efluentes orgânicos (esgoto doméstico), aumento da temperatura e do dióxido de carbono (CO2) atmosférico diminuem a velocidade do processo de decomposição foliar, que é fundamental para a manutenção da vida aquática.

Em 2010, ao comparar dados coletados em 40 igarapés (pequenos e sem nomes) com outra pesquisa realizada em 2003 (dissertação de mestrado de Sheyla Couceiro), Martins verificou que sete igarapés preservados continuavam classificados dentro dessa categoria, mas as alterações do entorno já estavam afetando o ambiente desses fragmentos que seriam representantes naturais dentro da cidade. Esses igarapés preservados estão localizados nas áreas verdes da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e na Bacia do Tarumã.

Conforme o estudo, nos igarapés preservados houve uma diminuição na qualidade ambiental e na riqueza de invertebrados com um número menor de espécies registradas. “Os valores de variáveis físico-químicas também são piores e a tendência é que, se a pressão urbana sobre esses ambientes não diminuir daqui a algum tempo, também estejam impactados”, disse Martins.

Enquanto isso, nos igarapés impactados não se observou nos sete anos a melhora da qualidade ambiental e a comunidade de invertebrados aquáticos se tornou mais simples do que era. De acordo com a orientadora de Martins, a pesquisadora do Inpa Neusa Hamada, é preciso que seja feito algo urgente como manter a cobertura vegetal, impedir as invasões e a retirada das árvores, e fazer o tratamento do esgoto que é despejado diretamente em igarapés.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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