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Meio Ambiente

Centros de pesquisa e conservação de espécies discutem planos de ação

Biodiversidade

Políticas públicas buscam combater as ameaças que põem em risco populações de espécies e os ambientes naturais
por Portal Brasil publicado: 17/04/2014 17h34 última modificação: 30/07/2014 03h14

Chefes dos centros de pesquisa e conservação das espécies, que fazem parte do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), se reuniram nesta quarta-feira (16), em Brasília, para tratar dos resultados obtidos nos Planos de Ação Nacional para a Conservação das Espécies Ameaçadas de Extinção ou do Patrimônio Espeleológico (PAN) e para traçar estratégias futuras a serem aplicadas.

Os PAN são políticas públicas, pactuadas com a sociedade, que identificam e orientam as ações prioritárias para combater as ameaças que põem em risco populações de espécies e os ambientes naturais e assim protegê-los.

Segundo o coordenador-geral de Manejo para Conservação do ICMBio, Ugo Vercillo, esse trabalho começou em 2004. Em 2009, houve uma mudança nos mecanismos de ação e os planos colocados em prática foram aumentados de 6 para 48. "50% das ações previstas estão sendo implementadas. A gente sabe que ainda existem limitações no nosso trabalho e é por isso que nós nos reunimos. Para avançar e melhorar essa capacidade de implementar estratégias para a conservação das espécies", afirmou Vercillo.

Ugo Vercillo destaca que entre as estratégias futuras estabelecidas pelos participantes estão o fortalecimento dos mecanismos para financiamento e a divulgação dos PANs junto à instituições , como alguns ministérios e órgãos estaduais de meio ambiente.

O coordenador do Centro Tamar, João Carlos Thomé, afirma que a reunião é bastante significativa, pois através dela serão elaborados novos objetivos. "Os Planos de Ação Nacional são um trabalho que toma muito tempo, e é preciso que o ICMBio continue estruturando os centros para que essas atividades continuem sendo realizadas com excelência", explica Thomé.

Espécies ameaçadas pelo comércio internacional

Cinco espécies de tubarão e três de arraias foram incluídas na lista de espécies ameaçadas em decorrência do comércio internacional. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, publicou Instrução Normativa (IN), no Diário Oficial da União desta quarta-feira (16), com a atualização da lista de espécies da flora e da fauna selvagens ameaçadas pelo comércio.

A atualização da lista pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES) ocorreu em março de 2013, na XVI Conferência das Partes na Tailândia, e passará a valer a partir de setembro de 2014.

Sobre os PANs

Entre as ações recentes em prol da preservação e proteção de espécies ameaçadas de extinção, contam os Planos de Ação Nacional (PANs) ou políticas públicas, pactuadas com a sociedade, que identificam e orientam as ações prioritárias para combater as ameaças que põem em risco populações de espécies e os ambientes naturais e assim protegê-los. 

O último PAN, divulgado em março deste ano, beneficiou o soldadinho-do-araripe (ave), o lobo-guará, a arara-azul de lear, e outros 47 tipos diferentes de aves do Cerrado e Pantanal. Os animais ameaçados contarão com o trabalho do PAN para diminuir a perda de habitats e de populações, incentivar a recuperação ambiental e produzir conhecimento sobre as espécies.

Fonte: 
ICMBio

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