Meio Ambiente
Instituto Nacional do Semiárido recebe exemplares de cactáceas
Conservação
Representantes do Núcleo de Biodiversidade do Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTI) articularam com o professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Renato Garcia Rodrigues, uma visita nos dias 31 de março e 1° de abril, para conhecer os Viveiros de Espera, localizados na cidade de Salgueiro (PE).
Naqueles locais são guardadas e catalogadas todas as plantas resgatadas das obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF). Os ambientes foram criados para manterem os espécimes recolhidas em bom estado de conservação até que sejam replantados. Rodrigues é coordenador técnico do Programa de Conservação de Fauna e Flora (PCFF) do PISF, subprograma FLORA, e do Núcleo de Ecologia e Monitoramento Ambiental (Nema) da Univasf.
O Núcleo de Ecologia e Monitoramento Ambiental (Nema) da Univasf é responsável pelo monitoramento das alterações da cobertura e diversidade vegetal ocasionadas pelo PISF, gerido pelo Ministério da Integração Nacional.
O programa realiza o resgate de plantas vivas nas áreas que serão desmatadas, priorizando espécies ameaçadas ou endêmicas da Caatinga. As plantas são resgatadas e reproduzidas em viveiros e depois usadas na recuperação de áreas degradadas em processos de reflorestamento. Durante a visita a pesquisadora Vanessa Nóbrega e a técnica agrícola Valéria da Silva Araújo, coletaram e receberam do PCFF várias espécies de cactáceas nativas do Semiárido, que integrarão a coleção do Instituto.
Entre as espécies doadas pela Univasf para o Insa há exemplares de Arrojadoa rhodantha, Facheiroa squamosa, Harrisia adscendens, Melocactus zehntneri, Pilosocereus pachycladus, Tacinga inamoena, Tacinga palmadora, importantes representantes da flora do Semiárido brasileiro.
A parceria com a Univasf contribui com o projeto de Conservação e uso sustentável de cactáceas da região semiárida brasileira do Insa, que visa contribuir para a conservação efetiva, o uso sustentável e a redução do risco de extinção de cactáceas do Semiárido brasileiro, assim como ampliar o conhecimento sobre cactáceas ameaçadas de singular importância cultural e ecológica para a região.
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