Meio Ambiente
Museu Goeldi promove debate sobre a conservação da bacia do Xingu
Biodiversidade
Nesta terça e quarta-feira (23), especialistas estão reunidos no Museu Paraense Emilio Goeldi, em Belem (PA), para debater as prioridades para conservação na bacia de um dos principais tributários do Rio Amazonas.
A oficina técnica busca identificar áreas críticas para conservação na bacia do Xingu. Organizada pelo próprio Museu Paraense, o WWF-Brasil e o consórcio Viva Xingu, formado por Arcadis Logos e Rosenberg Associados, são gestores do Projeto "Elaboração de Agenda de Desenvolvimento para o Território de Abrangência do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu".
O projeto combina aspectos como a distribuição da biodiversidade, ameaças à sua conservação e configurações de áreas mais adequadas ao cumprimento das metas de conservação para garantir a persistência de espécies e processos ecológicos.
A oficina apresenta resultados das análises intermediárias e análise final de identificação de áreas críticas, além de ser uma continuidade a oficina que ocorreu em março. Entre os temas a serem discutidos nesta segunda etapa estão: análise de risco ecológico, acúmulo de impactos a jusante e lacunas de proteção na bacia do Xingu.
Bacia do Rio Xingu
A bacia do Xingu está situada nos estados do Mato Grosso e Pará, ocupando cerca de 509 mil quilômetros quadrados, área maior do que o território da Espanha. Os rios mais importantes cruzam dois grandes biomas brasileiros, Cerrado e Amazônia, e atendem a uma grande diversidade de comunidades humanas, animais e vegetais.
A região das Nascentes do Xingu é composta por aproximadamente 270 mil habitantes. Sua população é formada por cerca de três unidades de conservação ambiental, doze terras indígenas, sendo seis localizadas integramente na bacia, 35 municípios e 46 assentamentos rurais.
Atualmente, a bacia do Xingu sofre impactos diversos provocadas por atividades econômicas, como a instalação da hidrelétrica Belo Monte, que ocasiona perdas significativas da biodiversidade e afetam negativamente as populações humanas.
Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Ministério do Meio Ambiente
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