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Meio Ambiente

Pesquisa identifica zonas de risco para as tartarugas de couro

Defesa animal

Rota dos animais no Oceano Atlântico coincide com os locais de maior concentração da pesca industrial de espinhel
por Portal Brasil publicado: 08/04/2014 16h32 última modificação: 30/07/2014 03h14

As últimas grandes populações da tartaruga de couro (Dermochelys coriacea) do mundo estão em risco porque suas principais rotas migratórias no Oceano Atlântico coincidem com os locais de maior concentração da pesca industrial de espinhel, que é realizada com anzóis. Um estudo recente atestou que são necessários esforços internacionais conjuntos e urgentes para proteger a espécie. A pesquisa contou com a colaboração de especialistas de 12 países dos quartro continentes, que trabalham na conservação e pesquisa das tartarugas de couro no Oceano Atlântico, entre eles os do Projeto Tamar.

Entre os anos de 1995 e 2010, 106 tartarugas de couro foram monitoradas no Atlântico, através de transmissores por satélite. Dados e informações foram analisados e cruzados com o conhecimento acumulado sobre a pescaria de espinhel. Foram identificadas nove áreas com maior risco de captura acidental de tartarugas, sendo quatro delas no Atlântico Norte e cinco no Atlântico Sul. Algumas dessas áreas ficam em águas profundas internacionais, a mais de 200 milhas náuticas da terra, e outras dentro das zonas econômicas exclusivas (águas nacionais costeiras) do Reino Unido, EUA, Cabo Verde,  Gâmbia, Guiné-Bissau, Mauritânia, Senegal, Espanha, Saara Ocidental, Angola, Brasil e Namíbia.

Perigo o ano todo

Especificamente no Atlântico Sul, das cinco áreas de maior suceptibilidade por este tipo de pescaria, a localizada ao longo da costa sul do Brasil persistiu durante todo o ano, pois há atividade pesqueira contínua, enquanto outras localizadas no Atlântico Equatorial Central e as Bacias do Cabo, Angola e Guiné foram sazonais. O estudo constatou que mais de quatro bilhões de anzóis foram utilizados em todo o Oceano Atlântico pela pesca industrial em 15 anos, o equivalente a 730 mil anzóis por dia.

Dr. Matthew J. Witt, da Universidade de Exeter, na Inglaterra, disse que este estudo destaca claramente a natureza transfronteiriça dos movimentos sazonais da tartaruga de couro e o esforço multinacional necessário para planejar e executar medidas capazes de proteger esta espécie tão ameaçada pela pesca. Para o pesquisador, é essencial unir esforços entre cientistas e a indústria pesqueira, para  garantir que estes e futuros estudos possam evoluir e subsidiar a criação de políticas públicas capazes de minimizar o problema da captura incidental.

Fonte:
Projeto Tamar

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