Meio Ambiente
Tamar celebra a soltura de 600 mil tartarugas marinhas ao mar
Conservação marinha
Celebrar 600 mil filhotes de tartarugas marinhas soltos ao mar, em uma única temporada reprodutiva, mobilizou o Oceanário do Tamar em Aracaju (SE). O estado é o primeiro a atingir essa marca. Com a presença de aproximadamente 800 pessoas, o evento contou com a participação do cantor e compositor Milton Nascimento.
Milton, que é parceiro do Tamar, participou da soltura do filhote 600 mil na Praia da Atalaia, na presença de cerca de 400 pessoas, nesta segunda-feira (28). À noite, a festa ficou por conta da banda de músicos sergipanos Som no Casco, com a participação de Patrícia Polayne. Para encerrar em grande estilo, subiram ao palco do espaço cultural do Tamar os mineiros Dudu Lima Trio e Milton Nascimento.
Projeto Tamar
O Projeto Tamar surgiu em 1980 e hoje é reconhecido internacionalmente como uma das mais bem sucedidas experiências de conservação marinha, servindo de modelo para outros países, sobretudo porque envolve as comunidades costeiras diretamente no seu trabalho socioambiental.
Pesquisa e conservação das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, todas ameaçadas de extinção, é a principal missão do Tamar, que protege cerca de 1.100km de praias, através de 23 bases mantidas em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso desses animais, no litoral e ilhas oceânicas, em nove estados brasileiros.
Os trabalhos são desenvolvidos em cooperação com a Fundacão Pro-Tamar e dezenas de parcerias ao longo da costa brasileira, permitindo proteger 2.000.000 de filhotes na temporada de desovas.
Durante a temporada de reprodução, em Sergipe, a soltura de filhotes é realizada nas bases de Pirambu e Abais e na praia de Atalaia, em frente ao Oceanário de Aracaju. São solturas programadas, com a participação de turistas, veranistas e pessoas da comunidade, realizadas tanto pela manhã quanto no fim da tarde.
O fim de tarde é escolhido em função da natureza das tartaruguinhas, que costumam sair dos ninhos, em direção ao mar, naquele momento ou à noite. Isso porque não há sol, o que faz com que a areia da praia esteja numa temperatura mais fria e propícia para a caminhada dos pequenos filhotes. Depois de escaparem dos ninhos, os filhotes são guiados ao oceano pela luminosidade do horizonte.
Fonte:
Projeto Tamar
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