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Meio Ambiente

Cooperação entre países com bases na Antártica será ampliada

Tratado da Antártica

Compartilhamento do conhecimento gerado é fator preponderante para a exploração científica sustentável do meio ambiente antártico, concordam partes consultivas
por Portal Brasil publicado: 08/05/2014 11h28 última modificação: 30/07/2014 03h13
Divulgação/ MMA Pesquisadores discutiram possibilidades de redução dos possíveis impactos ambientais ao ecossistema antártico

Pesquisadores discutiram possibilidades de redução dos possíveis impactos ambientais ao ecossistema antártico

Os 325 delegados representantes de 41 países com direito a voto aprovaram 26 medidas, resoluções e decisões sobre as atividades em desenvolvimento em solo antártico. A cooperação e a disseminação de informações, em bases mais amplas, foram as principais reivindicações de pesquisadores e cientistas que participaram da 37ª Reunião das Partes Consultivas do Tratado da Antártica (ATCM, na sigla em inglês), em Brasília (DF).

A conferência contou participação de representantes de nove organizações observadoras e especialistas que atuam no continente gelado, que discutiram uma agenda abrangente, do ponto de vista multilateral, como informou o diretor do Departamento de Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, ministro José Raphael de Azeredo. Os pesquisadores querem um incremento maior da cooperação internacional no sentido de manter e estimular a investigação científica e uma maior proteção para os recursos naturais do continente.

Os delegados aprovaram medidas de segurança estabelecidas em um acordo global de proteção dos ecossistemas antárticos. Nesse sentido, vários países, incluindo o Brasil, apresentaram seus projetos de remediação e argumentaram que o compartilhamento do conhecimento científico gerado constitui fator preponderante para a exploração científica sustentável do meio ambiente antártico.

Outro tema em destaque, que se configurou como preocupação não apenas do Brasil, foram os projetos de remediação e de mitigação, destinados a reduzir ou remediar os possíveis impactos ambientais prejudiciais ao ecossistema antártico, conforme defendeu o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Roberto Cavalcanti.

A preocupação deve-se ao fato de o Brasil estar em vias de construir uma nova base na Antártica com o mínimo de interferência ao ambiente natural. A antiga Base Comandante Ferraz foi destruída por um incêndio ocorrido em 25 de fevereiro de 2012.

Objetivo do encontro

A 37ª reunião da ATCM foi realizada de 28 de abril a 7 de maio, no Centro de Convenções e Eventos Brasil 21. O encontro anual é o foro primário no qual os representantes das Partes do Tratado da Antártida trocam informações, formulam medidas e tomam decisões e resoluções para promover os princípios e os objetivos do Tratado. Os resultados são adotados por consenso das Partes Consultivas.

Na reunião encerrada nesta quarta-feira (7), em Brasília (DF),  foram discutidas e estabelecidas medidas de segurança para garantir que sejam cumpridas as disposições do acordo global de proteção dos ecossistemas antárticos. O Brasil se dedicará à cooperação internacional para a manutenção da pesquisa científica e a proteção dos recursos naturais do continente antártico. 

Participação brasileira

Desde 1975, o Brasil faz parte da lista de países que aderiram ao Tratado da Antártica. O papel do governo federal nas ações de proteção da região foi destacado pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. “A participação brasileira na construção de um programa sustentável para a Antártica tem sido crescente”, disse. “Os investimentos para ali consolidar a presença brasileira serão garantidos, tanto para a construção da nova estação quanto para o incremento de pesquisas em áreas como biologia marinha e mudança do clima”.

A previsão é que a base brasileira na Antártica fique pronta e seja reinaugurada em 2016. Há dois anos, a Estação Comandante Ferraz teve 70% das instalações consumidas pelo fogo. Como a construção só pode ocorrer durante o verão no continente antártico, a Marinha do Brasil estima que sejam necessários mais dois anos até a conclusão das obras. O investimento chegará a cerca de R$ 150 milhões.

O comandante da Marinha do Brasil e presidente da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, Julio Soares de Moura Neto, afirmou que já foi dado o pontapé inicial para a reconstrução da base. “Já foi feita a avaliação geotécnica e a instalação dos primeiros módulos”, afirmou. “Com o prazo de mais dois verões, certamente a estação estará pronta. “A preocupação é com o meio ambiente por conta da fragilidade dos ecossistemas antárticos.

Fonte:
Portal Brasill com informações do Ministério do Meio Ambiente 

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