Meio Ambiente
Fundo Global Ambiental aprova projeto de redução da desertificação
Semiárido
O estado de Sergipe desenvolverá um projeto no Alto Sertão sergipano, com objetivo de reduzir a degradação de terras em áreas susceptíveis à desertificação. A iniciativa é apoiada pelo Fundo Global Ambiental (GEF) e o valor do investimento será de U$ 4 milhões (aproximadamente R$ 12,1 milhões de reais).
O anúncio foi realizado V Reunião Extraordinária da Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD) instituída pelo Ministério do Meio Ambiente, pelo secretário Nacional da Comissão de Combate a Desertificação do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Campelo.
De acordo com Campelo, o projeto abrange alternativas tanto para o licenciamento ambiental adequado, que processe formas de uso sustentável, como para recuperação dos processos de degradação. “Desse ambiente de Sergipe sai para o Nordeste, por meio da CNCD”, afirmou. A comissão terá o papel de levar essas boas práticas de Sergipe para os estados com processos de desertificação”.
O secretário explica ainda que o projeto no alto sertão sergipano será feito com o intercâmbio de informação. “A população é o nosso público direto, pois quem atua no campo e quem trabalha a terra é o produtor rural”, observou.
Dados estatísticos
Segundo pesquisa realizada pela Semarh, Sergipe tem 11% de cobertura florestal e possuiu grande concentração de assentamentos. “Esses dados são instigantes para trabalhar a relação do homem com a natureza de forma adequada. O desafio é usar a caatinga de forma adequada, pois apresenta várias alternativas para a população do sertão e semiárido”, afirmou Francisco Campelo.
O secretário estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Genival Nunes, comemora o fato de Sergipe ser referência no combate à desertificação em todo o país e o seu projeto ter sido escolhido entre todos do Nordeste, graças ao trabalho eficiente desenvolvido pelo governo local na captação de recursos, sem contrapartida para o estado.
Segundo ele, a tendência mostra que os municípios de Poço Redondo e Canindé do São Francisco já estão com manchas de desertificação. “Diminuir essa possibilidade com recursos do PNUD e permitir que o sertanejo consiga viver com a seca é uma felicidade para a gente”, comemorou. Sem falar na possibilidade de curar essa ferida, antes que progrida”.
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