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Meio Ambiente

Recursos para ações de conservação da Amazônia estarão garantidos nos próximos 25 anos

Florestas

Ministra do Meio Ambiente e instituições parceiras anunciaram investimentos de R$ 477 milhões (US$ 215 milhões) no Programa de Áreas Protegidas da Amazônia
por Portal Brasil publicado: 21/05/2014 10h44 última modificação: 30/07/2014 03h13

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e representantes de instituições parceiras anunciaram, na manhã desta quarta-feira (21), a aplicação de recursos financeiros no programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). Segundo informações do MMA, o Arpa receberá R$ 477 milhões (US$ 215 milhões), a serem depositados em um fundo de transição que garantirá, pelos próximos 25 anos, o financiamento dos 60 milhões de hectares de Unidades de Conservação (UCs) apoiadas pelo programa.

“Os rendimentos desse fundo serão aplicados em conservação, então teremos um ativo permanente”, explicou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, na formalização dessa nova estratégia financeira. Durante este período, o governo brasileiro assumirá, gradualmente, a reposição dos recursos, até atingir 100% de seu financiamento.

Com a medida, o Arpa inicia uma nova fase, a fim de garantir a sustentabilidade de Unidades de Conservação da Amazônia no longo prazo. A estratégia de financiamento é resultado da iniciativa “Compromisso com a Amazônia - Arpa para Vida”, lançada em 2012, durante a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

O projeto representa esforço inovador para garantir a sustentabilidade das UCs do programa, que cobrem 15% da Amazônia brasileira. “O Brasil criou mais Unidades de Conservação do que todo o planeta. O desafio é proteger e conservar, produzindo de maneira sustentável”, destacou Izabella Teixeira.

Participaram da cerimônia de assinatura, representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Ministério para a Cooperação e Desenvolvimento Alemão (BMZ), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), da Fundação Gordon e Betty Moore, da WWF-Brasil, do WWF dos Estados Unidos e do Global Environment Facility (GEF).

Novos desafios

Segundo a a ministra, por ser um programa de Estado, o Arpa resgata o passado construtivo e complexo, e fala do futuro. “O fato de termos essas fases todas e sinalizarmos uma nova [...] nos coloca desafios importantes: de enxergar que Amazônia é essa e qual sua envergadura social e econômica. Nos remete também a uma visão estratégica sobre a governança pública ambiental nos próximos anos."

De acordo com a ministra, um dos desafios atuais é mudar leitura de visão estratégica sobre gestão ambiental no País. “Teremos que, em função do Arpa, discutir a questão ambiental de maneira mais estruturada e estratégica”, afirmou. Também informou que está na agenda da pasta estender o Arpa por toda a Amazônia, além do Brasil. "Essa é uma discussão não só de conservação, mas social."

Izabella Teixeira adiantou que nesta sexta-feira (23), o Ibama vai anunciar os alertas de desmatamento na Amazônia: “Até dezembro de 2014, queremos desfazer a maior quadrilha de desmatamento da Amazônia. Parte dessa estratégia de combate ao desmatamento tem a ver com proteger as Unidades de Conservação do Arpa. A maioria estão em zona de conflito, e temos que trabalhar isso em outra envergadura.”

Sobre o Arpa

Lançado em 2002, o Arpa é considerado um dos programas mais importantes na conservação de florestas tropicais em todo o mundo. Foi criado com o objetivo de proteger 60 milhões de hectares em Unidades de Conservação e promover o desenvolvimento sustentável da região.

O programa é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e gerenciado financeiramente pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). Conta com financiamento de diversos parceiros, entre os quais o Global Environment Facility (GEF), por meio do Banco Mundial; o governo da Alemanha, através do Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW); a Rede WWF, por meio do WWF Brasil, e o Fundo Amazônia, gerenciado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Fonte:
Portal Brasil com informações do Ministério do Meio Ambiente

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