Meio Ambiente
Seminário aborda práticas inovadoras em unidades de conservação
Gestão de meio ambiente
Para estimular a busca por inovações e promover a troca entre as Unidades de Conservação (UC), o Instituto Chico Mendes de Preservação da Biodiversidade (ICMBio) iniciou nesta terça-feira (13) o 'Seminário de Práticas Inovadoras na Gestão de Unidades de Conservação'. O evento acontece na sede do ICMBio, em Brasília (DF) até esta quinta-feira (15).
A palestra do biólogo e fundador do Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipê), Cláudio Pádua, abriu a programação do evento. "Uma das soluções para mim é valorizar o espírito de empreendedorismo dos gestores, mas é preciso estudar as formas que essas ideias serão aplicadas. Não dá para fazer de qualquer jeito", disse. Há alguns anos, Pádua deu uma virada na carreira profissional. "Larguei a minha vida de executivo para me dedicar às unidades de conservação do Brasil". Desde então, se aprofunda nas pesquisas com o mico-leão-preto, um dos primatas mais raros e ameaçados de extinção do mundo.
Para Pádua, é preciso ter não apenas novas ideias, mas ordenamento e estudo para que as práticas propostas no seminário realmente tenham resultados práticos e satisfatórios. O ambientalista considera fundamental o empreendedorismo dos gestores das unidades para a criação de novos mecanismos para resolver os principais problemas. "Espero que essas experiências sejam consolidadas de forma a influenciar e modificar as políticas públicas. Os maiores problemas vêm do entorno das UCs. Precisamos encontrar soluções para enfrentar as dificuldades. Só assim vamos avançar nesse processo", explicou.
No seminário, a analista ambiental Gabriela Calixto, da Reserva Extrativista (Resex) Marinha de Soure (PA), explicou que existem propostas em execução para melhorar a gestão com a participação da sociedade civil, através do voluntariado na Resex. Para ela, esse tipo de prática inovadora é fundamental para as unidades enfrentarem dificuldades administrativas. "Buscamos ampliar o sentimento de pertencimento da sociedade em relação ao território, valorizando a cultura e a diversidade ambiental. Conseguimos envolver 13 instituições no projeto, mostrando o potencial de mobilização que o voluntariado pode ter na região", disse a analista.
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Fonte:
ICMBio
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