Meio Ambiente
Aviação realiza primeiro voo com bioquerosene em território nacional
Consumo sustentável
A aviação comercial brasileira entrou na agenda de adaptação às mudanças climáticas. Com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa foi realizado, nesta quarta-feira (4), o primeiro voo com bioquerosene em território nacional. Ao todo, 83 passageiros estavam a bordo no trecho entre o Rio de Janeiro e Brasília.
Os voos verdes fazem parte de uma série de medidas de sustentabilidade adotadas com foco na Copa do Mundo Fifa 2014.
Produzido a partir da fermentação da cana de açúcar, o bioquerosene será usado em 200 voos operados pela empresa aérea Gol entre junho e julho. Além da Seleção Brasileira de Futebol, serão transportados, com o biocombustível, os torcedores que saírem do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, em direção às demais cidades-sede do campeonato.
O uso do biocombustível representa oportunidades de crescimento para o setor aéreo. "A implantação de uma cadeia integrada no sentido de acelerar a introdução do bioquerosene no país trará benefícios para o desenvolvimento econômico e sustentável", avaliou o diretor-executivo de Operações da Gol, Sérgio Quito. De acordo com ele, é preciso de incentivos para difundir a medida. “A intenção é dar continuidade aos voos verdes”, acrescentou.
O setor produtivo pretende promover ações de fomento dos biocombustíveis. Para o presidente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Odacir Klein, os voos verdes programados para a Copa são o pontapé para ações de sustentabilidade. “As empresas tomaram a iniciativa e a credibilidade da ação é dada pela participação do governo no processo”, avaliou.
Também na quarta (4), foi assinada carta de intenções entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o empresariado com o objetivo de promover o uso do biocombustível. A iniciativa integra a programação da Semana do Meio Ambiente, comemorada até a próxima sexta-feira (6).
Mistura
A redução das emissões decorre de uma mistura de 4% de bioquerosene de aviação produzido a partir de óleo de milho não-comestível proveniente do etanol, o ICO, e de óleos e gorduras residuais, o OGR. Nos 200 voos verde, a GOL usará cerca de dois milhões de litros de mistura de bioquerosene.
O uso do biocombustível evitará a liberação de 218 toneladas de gás carbônico (CO2), o que representa a absorção de CO2 decorrente de 1.335 árvores da Mata Atlântica.
A cooperação entre o governo e o setor produtivo possibilitará o aumento desses números. Com a carta de intenções firmada entre o MMA e as entidades da Plataforma Brasileira do Bioquerosene, todas as etapas do ciclo de produção e consumo do biocombustível serão contempladas.
Entre as ações previstas, estão a identificação de ações necessárias, o fomento mútuo ao conhecimento, a promoção de reuniões e seminários e a realização de visitas de campo.
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Fonte:
Ministério do Meio Ambiente
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