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Meio Ambiente

Exposição apela para conservação dos botos da Amazônia

Fotografia

“Piraiá-guará: um sedutor ameaçado” reúne 80 imagens marcantes da caça ilegal do boto-vermelho
por Portal Brasil publicado: 03/06/2014 18h16 última modificação: 30/07/2014 03h11

A Associação Amigos do peixe-boi (Ampa) lança, nesta quarta-feira (4) a exposição “Piraiá-guará: um sedutor ameaçado”. A mostra reúne imagens marcantes da caça ilegal do boto-vermelho. Ao todo são 80 imagens, incluindo fotos de atividades de educação ambiental das duas instituições de preservação dos cinco mamíferos aquáticos da Amazônia (peixe-boi, boto-vermelho, boto tucuxi, lontra e ariranha). 

A exposição é uma parceira entre a Ampa com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/ MCTI). O lançamento será, às 18h30, na Livraria Saraiva do Manauara Shopping, zona centro-sul de Manaus, onde permanecerá até o dia 17 de julho. 

A mostra é composta por imagens dos fotógrafos  de seis fotógrafos profissionais, reconhecidos mundialmente, e de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/ MCTI) e da Ampa, que “congelaram” as experiências do campo no monitoramento dos mamíferos aquáticos da Amazônia. 

Os trabalhos são dos fotógrafos André Zumak, Anselmo D´Affonseca, Doug Allan, Edmar Barros, Kevin Achafer e José Zamith Filho, também curador da exposição.

Piraiá-guará

O boto-vermelho é conhecido como Piraiá-guará, que em tupi-guarani significa “peixe-vermelho”. O nome boto-cor-de-rosa, popularizou-se no Brasil na década de 80 quando o documentário francês “Jacques Cousteau na Amazônia” foi traduzido ao pé da letra do inglês para o português - Pink dolphin como golfinho cor-de-rosa e posteriormente popularizado como boto-cor-de-rosa, para diferenciá-lo do boto-cinza, o tucuxi. E é para o romântico das águas amazônicas que os olhos do mundo estão voltados. Enquanto uns lutam para a preservação do boto-vermelho; outros o utilizam para fins comerciais, numa pesca totalmente insustentável e ilegal. 

“Propomos na exposição ‘Piraiá-guará: um sedutor ameaçado’ um momento de reflexão. Uma oportunidade de perceber que o boto-vermelho vale muito mais vivo que morto. E, por isso, o nosso desejo é que ele continue encantando os nossos olhos com sua beleza e viva nos rios da maior bacia hidrográfica do mundo, realizando o seu papel de manter o equilíbrio ecológico”, destaca o diretor-executivo da Associação Amigos do peixe-boi (Ampa), Jone César Silva.

Sobre a Ampa

A Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) atua há mais de uma década na conservação e  pesquisa dos cinco mamíferos aquáticos da Amazônia. A organização recebe incentivos do Programa Petrobras Socioambiental, por meio da Petrobras, e do Projeto Ecoturismo Amigo do boto-vermelho, através do Programa Oi Futuro.

Fonte:
Inpa

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