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Meio Ambiente

Fernando de Noronha monitora piscinas naturais

Conservação

Ambientes recifais funcionam como berçários da vida marinha. Levantamento irá aprimorar regras de visitação
publicado: 16/06/2014 18h10 última modificação: 30/07/2014 03h11

O Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha abriga várias piscinas naturais. Algumas delas ficam em ambientes muito delicados e exigem atenção maior para que se mantenham preservadas. Por isso, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) está realizando na Unidade de Conservação (UC) estudos e manejos da visitação.

Formadas na maré baixa, as piscinas naturais são ambientes recifais que funcionam como berçários da vida marinha. Possuem uma grande variedade de peixes, algas e corais.

A analista do ICMBio, Rossana Santana, explicou que o trabalho começou com o levantamento da capacidade de carga, ou seja, do número de visitantes que cada piscina pode receber. "Com esse estudo em mãos, passamos a colocar em prática algumas regras de visitação. Esse trabalho está sendo aprimorado a cada dia com o objetivo de preservar da melhor forma possível e melhorar cada vez mais a experiência do visitante", disse. 

Anne Costa, bióloga e voluntária do ICMBio, ressaltou que esse trabalho é importante para a manutenção do equilíbrio natural desses ambientes. "Em Noronha, atualmente realizamos o monitoramento das piscinas catalogando as espécies encontradas e analisando a saúde dos corais. Assim, podemos estimar o impacto ambiental da visitação, tomar decisões mais acertadas sobre novas regras ou normas de conduta que devem ser adotadas e saber se o manejo atual é bem sucedido", explicou.

A importância dos ambientes recifais

Os ambientes recifais são os ecossistemas com a maior biodiversidade na área marinha. Realizam complexas relações ecológicas importantes para diversos organismos marinhos. Eles são a base da cadeia alimentar e preservar esses locais é importante para a manutenção da vida de muitas espécies, inclusive algumas ameaçadas de extinção, como as tartarugas marinhas. Além disso, funcionam com a área de proteção e alimentação para várias espécies de peixes e invertebrados.

Saiba mais

Com mais de 10 mil hectares, o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha abriga várias espécies ameaçadas de extinção como, por exemplo, tubarão-limão (Negaprion brevirostris), tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), tartaruga-verde (Chelonia mydas), tartatuga-de-pente (Eretmochelys imbricata), tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) e coral-de-fogo (Millepora alcicornis).

Fonte:
ICMBio

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