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Meio Ambiente

Instituições recebem certificado por combate à desertificação

Reconhecimento

No Brasil, 1,4 mil cidades em 11 estados estão sujeitas à seca. Ações estruturantes vão possibilitar avanços, destaca gestor
por Portal Brasil publicado: 17/06/2014 10h29 última modificação: 30/07/2014 03h11

Em comemoração ao Dia Mundial de Combate à Desertificação nesta terça-feira (17), o Ministério do Meio Ambiente (MMA) promoveu a entrega do certificado Dryland Champions a 16 instituições responsáveis por projetos que combatem a degradação do solo e a desertificação no semiárido brasileiro.

Sob o lema "Eu sou parte da solução", a iniciativa da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) busca melhorar as condições de vida das populações e as condições dos ecossistemas afetados pela desertificação e pela seca.

Na ocasião, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, entregou o certificado e parabenizou as instituições contempladas. Ela destacou o fortalecimento da cooperação técnica entre governo e sociedade civil, citou os projetos de cisternas e dessalinização da água como grandes exemplos de política socioambiental e defendeu a recuperação florestal com inclusão social. “Passamos da agenda do problema para a agenda da solução”, disse.

Além do certificado, as 16 instituições receberam um troféu de madeira originária de manejo florestal em formato de dois pássaros sobre um galho. O representante da organização não governamental Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza, Desenvolvimento Humano e Agroecologia (Agendha), Maurício Lins Aroucha, que atua em todo o bioma caatinga, contou que o troféu foi feito manualmente por integrantes da associação de artesãos de Santa Brígida, na Bahia.

Investimentos

O diretor do Departamento de Combate à Desertificação do MMA, Francisco Campello, informou que o MMA destinou R$ 100 milhões a projetos que assegurem a convivência sustentável com a semiaridez e combatam os processos de desertificação.

Os projetos beneficiados promovem o manejo florestal da Caatinga e do Cerrado, a segurança e a eficiência energética nas indústrias e domicílios, e a reforma da base ambiental produtiva para regeneração de solo, reserva de água e conservação da biodiversidade. Os recursos provêm do Fundo Clima, Fundo Nacional do Meio Ambiente e Fundo Florestal em parceria com agentes financeiros como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Caixa e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

Segundo dados do MMA, estão sujeitos à desertificação, no Brasil, 1,4 mil municípios, em 11 estados, abrangendo um total de um milhão e 200 mil quilômetros quadrados, o que representa aproximadamente 20% do território brasileiro. “Ações estruturantes como o Sistema de Alerta Precoce de Seca e Desertificação (SAP), elaborado em parceria com com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), vão possibilitar avanços”, finalizou Campello.

Confira o detalhamento dos projetos das instituições reconhecidas pela UNCCD. São elas:

· Instituto Fazenda Tamanduá (Paraíba), pelo projeto Manejo Florestal Sustentável;

· Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do estado de Pernambuco, pelos projetos Manejo Sustentável da Agrobiodiversidade para o Combate à Desertificação e Zoneamento da Desertificação;

· Associação Plantas do Nordeste, pelo projeto de Conservação e Uso Sustentável da Caatinga;

· Instituto Nacional do Semiárido, pelo conjunto de ações;

· Centro de Educação Popular e Formação Social (Paraíba), pelo projeto Adaptação às Mudanças Climáticas para Convivência com o Semiárido;

· Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos, pelo projeto Recuperação de Áreas Degradadas para a Conservação e o Uso Sustentável dos Recursos Naturais;

· Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) e Ministério do Meio Ambiente, pelo desenvolvimento do Sistema de Alerta Precoce de Secas e Desertificação (SAP);

· Rede ASA Brasil, pelos programas Um Milhão de Cisternas e Uma Terra e Duas Águas;

· Associação Caatinga, pelo projeto No Clima da Caatinga;

· Fundação Centro de Ecologia e Integração Social, pelo projeto Sertão Vivo - Saber e Trabalho na Caatinga;

· Fundação para o Desenvolvimento Sustentável do Araripe, pelo conjunto de ações;

· Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza, Desenvolvimento Humano e Agroecologia (Agendha), pelo programa de Melhoria da Eficiência Energética da Biomassa Vegetal com Fogões Geoagroecológicos;

· Fazenda Caroá, pelo projeto Conceito Base Zero (CBZ);

· Instituto Nacional de Meteorologia – INMET, pelo projeto Conhecendo o Tempo e o Clima;

· Centro de Produção Industrial Sustentável.

Fonte:
Ministério do Meio Ambiente

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