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Cidadania e Justiça

MMA mostra no Ipea desafios e avanços no descarte de resíduos

Gestão ambiental

Há carência de técnicos municipais capazes de elaborar os planos de gestão, destaca gestora do Ministério do Meio Ambiente
por Portal Brasil publicado: 05/06/2014 19h26 última modificação: 30/07/2014 03h11

A experiência da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) foi o tema central debatido no segundo dia do 'Seminário Setor Público Sustentável' promovido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ioea) na Semana do Meio Ambiente. O evento, com início nesta quarta-feira (4), segue até esta sexta (6), na sede do Ipea, em Brasília.

Pesquisadores, gestores públicos e representantes da sociedade civil estão debatendo temas como padrões de produção e consumo, gestão de resíduos e compras públicas sustentáveis. Além de mesas e palestras, a programação incluiu ainda uma mostra de cinema ambiental com os filmes: “Água e cooperação: reflexões para um novo tempo”, do diretor João Gabriel Nazareth Amorim; “Brasil Orgânico”, de Kátia Klock e Lícia Brancher; e “Efeito Reciclagem”, de Sean Wlash.

Na oportunidade, a diretora de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Zilda Veloso, destacou os avanços da PNRS e os desafios enfrentados, citando como exemplo a carência de técnicos municipais capazes de elaborar os planos de gestão integrada de resíduos sólidos dos municípios e atuar na sua implantação.

“O Ministério do Meio Ambiente tem promovido cursos de ensino a distância para capacitar técnicos municipais, estaduais e até consultores que atuam nos municípios para que sejam multiplicadores desses conhecimentos, consigam elaborar os planos e atuar na implantação desses planos de gestão de resíduos”, declarou. Zilda anunciou a previsão de nova turma de capacitação para novembro deste ano.

Responsabilidade

A implantação da lei de resíduos sólidos diz respeito à sociedade civil como um todo. “As responsabilidades não são apenas dos governantes, políticos engajados ou do nosso ambiente de trabalho, mas principalmente para serem atendidas na nossa casa”, explicou a diretora do MMA. “Ela trouxe para nós, cidadãos, uma responsabilidade muito maior. Além da separação de seco e úmido, vamos ter que ficar atentos a alguns produtos que a coleta não será feita de porta a porta, vamos ter que nos deslocar para entregá-los”.

Segundo ela, o processo, conhecido como logística reversa, não é só um sistema que implica em recolher os produtos e destiná-los de maneira adequada dentro daquela cadeia ou outras cadeias. “É também torná-los sustentáveis do ponto de vista ambiental”, acrescentou.

Organização

Zilda Veloso explicou a que a indústria, distribuidores e comerciantes terão que organizar o retorno dos resíduos gerados, mas se o consumidor não fizer o descarte adequado a cadeia não funciona, o produto não volta.

Disse também que o governo teria a opção de implantar a logística reversa por meio de decreto, mas optou pelos acordos setoriais, quem possibilita a participação de todos os interessados: indústria, distribuidores, comerciantes, poder público, catadores de material reciclável e sociedade civil. “É um processo mais lento, pois a negociação entre as partes leva tempo, mas é inegavelmente um processo democrático”, concluiu.

Fonte:
Ministério do Meio Ambiente

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