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Meio Ambiente

Instituto Chico Mendes intensifica ações de combate a incêndios

Prevenção

Dinâmica das queimadas florestais sofre influência de fenômenos climáticos, como El Ninõ e La Ninã, alerta especialista
publicado: 22/07/2014 18h41 última modificação: 28/07/2014 15h55

Passada a estação chuvosa , que varia conforme cada região do País, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) começa a realizar ações preventivas de combate aos incêndios florestais, que ocorrem nesta época do ano devido ao período de estiagem e baixa umidade do ar.

Responsável por administrar as Unidades de Conservação (UCs) Federais, 313 ao todo, o ICMBio tem como uma de suas prioridades controlar incêndios florestais para proteger a biodiversidade brasileira.

Nos dois maiores biomas do Brasil, Cerrado e Amazônia, a estiagem começa em maio e vai até novembro, com algumas variações na região equatorial. Nesses casos, durante o período em que não há chuva, o clima pode ser influenciado por fenômenos naturais.

"A dinâmica dos incêndios florestais sofre influência de fenômenos climáticos, como El Ninõ e La Ninã. O primeiro, aumenta o período de estiagem na maior parte do Brasil. Este ano, já está confirmada a presença do El Niño aqui, por isso esperamos prolongamento do período de incêndios", afirmou a analista ambiental da Coordenação de Emergências Ambientais (Coem/ICMBio), Angela Barbara Garda.

Outro fator preocupante, é que mais de 90% dos incêndios florestais nacionais tem origem antrópica – causado pela ação do homem. "Entre as principais causas estão o uso incorreto do fogo para renovação de pastagens e limpeza de roça no entorno ou mesmo dentro da unidade de conservação, além do uso do fogo para caça e ações criminosas, como represália à gestão ou criação da UC", ressaltou Garda.

A visitação às Unidades de Conservação é uma das principais estratégias de sensibilização social para se conservar a natureza. Por isso, os visitantes e turistas que quiserem conhecer de perto essas áreas de preservação nesta época do ano devem seguir as orientações de cada UC quanto à permissão para o uso do fogo, principalmente se for perto de áreas de vegetação.

Além disso, durante todo o ano, são realizadas atividades de educação ambiental e outras ações preventivas, como a construção de aceiros, quando parte de uma vegetação é queimada propositalmente para o fogo não passar de uma região para a outra, a contratação de brigadas e o monitoramento territorial.

Manejo integrado e adaptativo do fogo

O ICMBio trabalha com o manejo integrado e adaptativo do fogo. Com isso, é possível entender como o incêndio descontrolado afeta os ecossistemas dependentes, independentes ou sensíveis ao fogo, a qualidade de vida da população pelos fatores cultural e produtivo e as ações de proteção territorial.

"Os brigadistas têm papel fundamental no resultado das ações de manejo integrado do fogo, pois não são apenas combatentes de incêndio, são agentes comunitários de sensibilização, envolvem-se na queima controlada, educação ambiental e pesquisa", destacou Angela Barbara Garda.

Projeto de prevenção, controle e monitoramento de queimadas irregulares

Desde de 2012, o ICMBio e a Agência Alemã de Cooperação Técnica (GIZ) promovem uma série de ações em prol da conservação da biodiversidade. Um dos frutos dessa parceria é o projeto 'Prevenção, Controle e Monitoramento de Queimadas Irregulares e Incêndios Florestais no Cerrado', também conhecido como 'Projeto Cerrado-Jalapão'. A ação busca aprimorar a prevenção e o combate a incêndios em municípios críticos e em Unidades de Conservação prioritárias para o bioma Cerrado, além de desenvolver os sistemas de monitoramento de incêndio e desmatamento.

Fonte:
ICMBio

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