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Meio Ambiente

ICMBio apreende 31 aves silvestres em Florianópolis (SC)

Tráfico de animais

Ação nas imediações da Estação Ecológica de Carijós resgatou quatro espécies ameaçadas de extinção. Multas somam R$ 67 mil
por Portal Brasil publicado: 04/08/2014 19h07 última modificação: 04/08/2014 19h07

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) apreendeu 31 aves silvestres na Barra do Sambaqui, próximo a Estação Ecológica de Carijós, em Florianópolis (SC). Dentre as aves apreendidas, quatro espécies estão ameaçadas de extinção.

A operação, realizada na última sexta-feira (1º) foi desencadeada pelos servidores da Unidade de Conservação (UC) para combater o tráfico de animais silvestres na região. "Estávamos fazendo rondas há algum tempo e descobrimos o cativeiro. Quando voltamos ao local, vimos que o problema era maior do que esperávamos", relatou o chefe da Esec, Silvio Souza.

A maior parte das aves nativas encontradas no imóvel eram sabiás, trinca-ferros e coleirinhas. As espécies ameaçadas são tiê-sangue e curió. No momento da apreensão, um homem foi autuado e multado em R$ 67 mil, acusado de crime ambiental. Ele também responderá junto à Justiça Federal. "A lei prevê multa de R$ 500 por indivíduo da fauna brasileira. Caso a espécie esteja ameaçada, o valor sobe para R$ 5 mil por animal", explicou Souza.

Os pássaros foram levados ao Centro de Recuperação de Animais Silvestres (Cetas). Eles serão tratados e reintroduzidos ao habitat natural nos próximos meses.

Novas operações

Novas operações estão planejadas até o fim do ano. De acordo com o chefe da Esec, pelo menos duas grandes ações devem acontecer até setembro. "Fazemos rondas constantes para identificar esses cativeiros. Já temos vários lugares mapeados", finalizou Silvio Souza.

Sobre a Estação Ecológica de Carijós

A Estação Ecológica de Carijós foi criada em 1987 para proteger os manguezais dos rios Ratones e do Saco Grande, localizados ao norte da Ilha de Santa Catarina. A Unidade de Conservação tem 712 hectares e também protege os ecossistemas de restinga, rios e banhados.

Cerca de 528 espécies de animais, incluindo algumas ameaçadas de extinção, como o jacaré-do-papo-amarelo e a lontra, vivem na região. A Esec também é considerada pelos cientistas uma área importante para reprodução e crescimento de seres marinhos, como camarões, caranguejos, tainhas e robalos. 

A avifauna da unidade apresenta 32% das espécies de todo o estado de Santa Catarina e 64% das espécies que vivem na Ilha.

Fonte:
Instituto Chico Mendes 

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