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Meio Ambiente

Lixo na natureza ameaça fauna, flora e humanos

Educação ambiental

Segundo o Instituto Chico Mendes, trabalho de conservação ambiental esbarra em problemas que podem ser evitados
por Portal Brasil publicado: 13/08/2014 19h05 última modificação: 13/08/2014 19h05
Divulgação/Fundação Florestal de São Paulo Além de causarem poluição visual e mal cheiro, resíduos poluem a água, o solo e colocam os animais em risco

Além de causarem poluição visual e mal cheiro, resíduos poluem a água, o solo e colocam os animais em risco

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) administra 313 Unidades de Conservação (UCs) federais em todo o território nacional para proteger o patrimônio natural brasileiro. No entanto, o trabalho de conservação ambiental esbarra em problemas que podem ser evitados, como o lixo jogado na natureza, por exemplo, que ameaça a fauna, a flora e os próprios humanos.

Lixo é qualquer resíduo sólido produzido pelo homem, como garrafas, sacos plásticos, embalagens, baterias, pilhas e até restos de comida. Além de causarem a poluição visual e mal cheiro, esses resíduos poluem a água, o solo e colocam os animais em risco, já que eles podem se ferir em materiais cortantes ou mesmo ingerir os materiais descartados de forma indevida na natureza.

"Há ainda a atração de animais que transmitem doenças, a poluição dos rios e até mesmo dos mares" afirmou o coordenador de uso público do Parque Nacional da Tijuca (RJ), Denis Rivas.

Rio de Janeiro

O Parque da Tijuca é a Unidade de Conservação (UC) mais visitada do Brasil. Por isso, as coordenações de Uso Público e de Gestão Socioambiental fazem um trabalho permanente de conscientização ambiental com os visitantes. Participam das ações monitores de trilhas, coletores da Companhia Municipal de Limpeza Urbana e Guardas Municipais cedidos pela Prefeitura do Rio. Além disso, uma vez por mês é realizado um mutirão de limpeza na área do Parque.

"Temos diversas lixeiras com travas anti-fauna nos pontos de maior visitação. Elas impedem que os animais tenham acesso ao lixo. Essas lixeiras são esvaziadas diariamente para reduzirmos os impactos ambientais causados pelos resíduos", disse Rivas.

Santa Catarina

A Reserva Biológica (Rebio) Marinha do Arvoredo (SC) também enfrenta problemas com o lixo jogado pelos visitantes. Em 2012, a UC passou por um trabalho intenso de limpeza em que foram recolhidos cinco metros cúbicos de lixo, o equivalente a cinco caixas d'água de mil litros cada.

"Um impacto bastante negativo causado pelo lixo são as redes fantasmas, ou seja, redes descartadas pela pesca que ficam presas às pedras no fundo do mar e continuam pescando a fauna marinha," afirmou o chefe da unidade, Ricardo Castelli.

Distrito Federal

Na capital do Brasil, a situação não é diferente. Animais silvestres que vivem no Parque Nacional de Brasília (DF), como macacos e quatis, usam o lixo deixado pelos visitantes como alimento, situação que preocupa os gestores da unidade, que fazem trabalhos constantes de limpeza na região e promovem a educação ambiental por meio de faixas e placas.

"Quanto menor for a produção de resíduos de alimentação e quanto melhor forem acomodados, menor será esta utilização indevida pelos animais", comentou a analista ambiental e chefe-substituta do Parque, Juliana Alves.

Além disso, o tema "resíduos sólidos" faz parte dos cursos oferecidos pelo Parque, voltados para a promoção da educação ambiental, que orientam e sensibilizam os visitantes sobre os impactos ambientais que o lixo pode provocar. Os cursos são oferecidos pelo Núcleo de Educação Ambiental (NEA) e voltados, principalmente, aos professores, que multiplicam o conhecimento adquirido ao ensinarem o assunto em sala de aula para os alunos.

Como colaborar

As Unidades de Conservação federais geridas pelo ICMBio são áreas de rica biodiversidade e beleza cênica. Gestos simples, como depositar o lixo em locais adequados, são atitudes de grande importância para sua preservação. Faça a sua parte: leve sacolas para recolher o próprio lixo e retorne com seus resíduos para casa. A natureza agradece.

Fonte:
ICMBio

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