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Meio Ambiente

Plano nacional quer proteger quelônios amazônicos

Preservação

Oficina discute ameaças e conservação para evitar risco de extinção de espécies de tartaruga nativas da Amazônia
por Portal Brasil publicado: 19/08/2014 11h50 última modificação: 19/08/2014 11h50

A excessiva exploração dos estoques naturais de quelônios (tartarugas) na região amazônica pode levar as diferentes espécies do animal ao risco de extinção. Para evitar que isso aconteça, o governo federal colocou em debate o Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Quelônios Amazônicos, reunindo pesquisadores e representantes de ONGs e de órgãos ambientais das três esferas de governo, durante toda esta semana, em Brasília (DF).

A preocupação de pesquisadores e técnicos deve-se ao fato de as espécies de tartarugas estarem quase ameaçadas de extinção, informa a coordenadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN), Vera Lúcia Ferreira Luz. "Precisamos trabalhar estratégias e ações que minimizem as ameaças às populações dessas espécies e fortaleçam o processo de gestão."

Na abertura do evento, o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Roberto Cavalcanti, disse que os quelônios, historicamente, são espécies que vivem sob risco, "e reverter o desequilíbrio provocado pelo homem depende da ação humana". Por isso mesmo, Cavalcanti considera importante envolver na discussão os demais países amazônicos.

Atualmente, existem no Brasil 36 espécies de quelônios, sendo 29 de água doce, cinco marinhas e duas terrestres. Desse total, 17 vivem na Amazônia. Para o presidente do Ibama, Volney Zanardi, ainda há tempo de se evitar um problema maior, "adotando-se um processo de manejo integrado, desenvolvendo um olhar de gestão e aplicando os conhecimentos já adquiridos num plano de médio prazo".

Sobre a oficina

Organizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com o apoio MMA, a oficina reúne 66 representantes de universidades da região Norte e de Goiás.

Participam, também, técnicos de diversos institutos de pesquisa, Embrapa Cenargen, Funai, Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), organizações não governamentais (ONGs), executores do Projeto Quelônios, gestores de Unidades de Conservação do ICMBio e do RAN.

Fonte:
Ministério do Meio Ambiente 

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