Meio Ambiente
Campanha Alerta Vermelho participa de atividades esportivas
Educação ambiental
A Campanha Alerta Vermelho marca presença em duas atividades esportivas, em Manaus (AM), com apelo para a conservação dos botos da Amazônia, nos dias 6 e 7 de setembro.
Idealizada pela Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a campanha busca impedir a matança do boto-vermelho (Inia geoffrensis), usado como isca para a pesca da piracatinga (Calophysus macropterus) também conhecida como douradinha.
Programação
Neste sábado (6), o boto inflável de 12 metros de comprimento estará na Ponta Negra durante a Maratona Aquática do Amazonas, e, no domingo, os ativistas da campanha seguem para o 1º Torneio de Pesca Esportiva Amigos do Tarumã.
Na Maratona Aquática, a réplica gigante do boto vermelho volta à Praia da Ponta Negra para lembrar aos competidores e à população da importância de se proteger e conservar o mamífero aquático, que é um patrimônio da Amazônia.
A campanha também está junto com os pescadores esportivos do Brasil, neste domingo (7), no 1º Torneio de Pesca Esportiva Amigos do Tarumã, no Sítio Recanto dos Curiós, com largada às 06h30 e chegada às 12h, neste domingo. O acesso terrestre ao sítio pode ser feito pela estrada da Vivenda Verde, enquanto água, o local fica quase em frente ao flutuante Peixe-boi.
No dia 27 de julho, o boto gigante também esteve na Ponta Negra e no início desta semana, em Brasília (DF), onde foi entregue a assinatura de 55 mil ativistas. Eles que pedem o adiantamento da moratória da pesca da piracatinga prevista para iniciar em 1º de janeiro de 2015, com validade de cinco anos.
Sobre a competição
Uma das peculiaridades da competição é o cunho ambiental, além do esportivo. Com trabalho em duplas, os participantes devem capturar três peixes e recolher a maior quantidade de lixo reciclável dispostos na orla do Tarumã-Açu.
Durante o evento, um estande com materiais informativos será montado com o intuito de sensibilizar os participantes sobre a matança dos botos. Pesquisadores afiram que se a mortandade continuar na mesma proporção, em pelo menos 30 anos, a espécie pode desaparecer.
“As taxas reprodutivas baixas, o longo período de cuidado parental aliados à ameaça sem trégua dos caçadores, dos pescadores ilegais têm fragilizado a espécie”, explica a pesquisadora do Inpa e coordenadora do Projeto Boto do Inpa, Vera Silva.
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