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Meio Ambiente

Dia do Cerrado é comemorado nesta quinta (11)

Preservação

Plano prevê R$ 596 milhões para o bioma. Ações de prevenção incluem atualização diária dos índices de desmatamento
por Portal Brasil publicado: 11/09/2014 10h31 última modificação: 11/09/2014 17h43
Divulgação/EBC Mangabeira - Estação Ecológica de Águas Emendadas 4

Mangabeira - Estação Ecológica de Águas Emendadas 4

Nesta quinta-feira (11) celebra-se o Dia do Cerrado. O Cerrado é uma das regiões de maior biodiversidade do mundo. Estima-se que possua mais de 12 mil espécies de plantas e 800 espécies de aves. Acredita-se que mais de 40% das espécies de plantas lenhosas e 50% das abelhas sejam endêmicas. Ao lado da Mata Atlântica, é considerado um dos hotspots mundiais, ou seja, um dos biomas mais ricos e ameaçados do planeta.

O Cerrado é um dos cinco grandes biomas do Brasil, cobrindo cerca de 25% do território nacional e englobando uma área entre 1,8 e 2 milhões de km² nos estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso do Sul, sul do Mato Grosso, oeste de Minas Gerais, Distrito Federal, oeste da Bahia, sul do Maranhão, oeste do Piauí e porções do estado de São Paulo. É a segunda maior formação vegetal do País, sendo a Floresta Amazônica a primeira, e a savana mais rica em biodiversidade do mundo.

Presente em 11 estados e é intensamente agredido por atividades humanas, com perdas que chegam a 50% da vegetação. Para reverter esse cenário, o Ministério do Meio Ambiente vai aplicar R$ 596 milhões no bioma.

O Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas (PPCerrado), executado por 17 ministérios, com a coordenação do MMA, entra em sua segunda fase, com a aplicação de recursos representam 78% do total investido na primeira etapa, que começou há cinco anos.

“A meta é alcançar a redução de 40% do desmatamento até 2020”, relata a gerente de Projeto do Departamento de Políticas para o Combate ao Desmatamento, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Juliana Simões. O percentual se refere à média de 15,7 mil km² registrada entre 1999 e 2008, o que significa alcançar o máximo de 9,42 km² de desmatamento anual.

A meta já foi alcançada entre 2009 e 2010, que registrou um total de 6.469 km² desmatados, com expressiva redução se comparados a 1988, que chegou a 14.793 km². Porém, Juliana Simões ressalta que os dados precisam ser atualizados, para assegurar que a redução vem sendo mantida.

A atualização dos índices de desmatamento será uma das ações do PPCerrado, quando o monitoramento do bioma, por meio de satélite, passará a ser diário, com consolidação de informações anuais, em parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Instituto Nacional do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que começará no ano que vem.

Plano de Ação

O PPCerrado se divide em ações de curto prazo (até 2015) e até 2020. Em 2012, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), o Brasil reforçou o compromisso de redução do desmatamento, mas também a predisposição de conciliar a preservação ambiental com o papel de grande produtor de alimentos, tanto em termos de commodities como de redução da pobreza.

Entre as iniciativas previstas pelo PPCerrado para preservação estão, por exemplo, ampliação de recursos para manejos florestais, recuperação de áreas degradadas, capacitação de agricultores em modelos sustentáveis de produção, estímulo ao cadastramento ambiental de imóveis rurais, mecanismos de pagamentos por serviços ambientais, aprimoramento de órgãos estaduais de meio ambiente, capacitação de comunidades para enfrentamento de incêndios, investimentos em pesquisas, crescimento de compras governamentais de produtos da sociobiodiversidade, ampliação de áreas protegidas e consolidação da presença de comunidades indígenas em seus territórios.

Proteção

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) é responsável pela gestão de 47 Unidades de Conservação (UCs) federais do bioma Cerrado – dez Áreas de Proteção Ambiental (APA), três Áreas de Relevante Interesse Ecológico (Arie), cinco Estações Ecológicas (Esec), seis Florestas Nacionais (Flona), 15 Parque Nacionais (Parna), um Refúgio de Vida Silvestre (Revis), uma Reserva Biológica (Rebio) e seis Reservas Extrativistas (Resex) – totalizando uma área de mais de 6 milhões de hectares do total de 203.938.689 ha do bioma, o que representa que 3,2% do bioma está protegido em UCs federais.

O ICMBio criou, em 2009, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade do Cerrado e Caatinga (Cecat) com o objetivo de produzir, por meio da pesquisa científica, do ordenamento e da análise técnica de dados, o conhecimento necessário à conservação da biodiversidade dos biomas Cerrado e Caatinga, importantes ecossistemas que têm sofrido forte pressão humana. Com sede em Brasília, o Cecat é o centro responsável pela conservação de espécies ameaçadas como cactus, sempre-vivas, borboletas, mariposas, tatus, tamanduás, ariranhas e abelhas. Para tal, coordena seis Planos de Ação Nacional (PAN) para a conservação de espécies ameaçadas.

Biodiversidade

O Cerrado é uma das regiões de maior biodiversidade do mundo. Estima-se que possua mais de 12 mil espécies de plantas e 800 espécies de aves. Acredita-se que mais de 40% das espécies de plantas lenhosas e 50% das abelhas sejam endêmicas. Ao lado da Mata Atlântica, é considerado um dos hotspots mundiais, ou seja, um dos biomas mais ricos e ameaçados do planeta.

Assim como ocorre nos outros biomas do Brasil, a posição e extensão do Cerrado são determinadas pelo clima, que é do tipo tropical, com precipitação variando de 750 a 2.000 mm por ano, em média, embora na maior parte da província ocorram chuvas entre 1.100 e 1.600 mm por ano. Ocorrem duas estações climáticas por ano, a estação seca, que dura aproximadamente cinco meses (de maio a outubro) e a estação chuvosa, no restante do ano (de outubro a maio).

Saiba mais sobre as UCs do bioma Cerrado

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