Meio Ambiente
Livro disponível on-line taz diagnóstico da pesca da piracatinga
Pesquisa
A isca mais utilizada na região do médio Solimões para a pesca da piracatinga é o jacaré-açu, com participação secundária de botos. Essa é uma das conclusões da publicação "A mortalidade de jacarés e botos associada à pesca da piracatinga na região do Médio Solimões – Amazonas, Brasil". O documento, que acaba de ser publicado pelo Instituto Mamirauá, é resultado de pesquisas desenvolvidas nos últimos dez anos. O livro está disponível para download neste link.
A publicação afirma que 60% das iscas é feita com carne do jacaré-açu. No entanto, deixa claro que não é possível afirmar o real impacto da pesca da piracatinga sobre a população de botos. A ausência de dados populacionais dos botos amazônicos pode dificultar a criação de estratégias de conservação.
"A abundância é um dos parâmetros básicos para saber o status real da população e projetar se ela pode estar ameaçada ou se vai sobreviver. Junto com outras informações, como por exemplo mortalidade e reprodução, podemos modelar e estimar a probabilidade de extinção a curto, médio ou longo prazo", afirmou a líder do Grupo de Pesquisa em Mamíferos Aquáticos Amazônicos do Instituto Mamirauá, Miriam Marmontel.
Segundo os autores, o objetivo da publicação é disponibilizar um conjunto raro de informações, visando alternativas para a conservação das populações naturais de botos e jacarés e o uso sustentável dos recursos pesqueiros na Amazônia brasileira. Uma das iniciativas foi tomada em julho deste ano. Os ministérios de Meio Ambiente e de Pesca e Aquicultura assinaram uma instrução normativa conjunta que prevê a proibição da pesca da piracatinga na Amazônia a partir de janeiro de 2015.
Ao final do livro, que tem 60 páginas, os autores sugerem mais estudos para avaliar a compreensão do impacto da caça de iscas sobre as populações locais de jacarés e botos, e o desenvolvimento de pesquisas que incentivem o uso de iscas alternativas.
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