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Meio Ambiente

Ministério do Meio Ambiente participa de convenção de supermercados

Evento

Cooperação prevê o treinamento de profissionais de refrigeração e ar-condicionado em prol da proteção da camada de ozônio
por Portal Brasil publicado: 16/09/2014 14h36 última modificação: 16/09/2014 14h36

Nesta terça-feira (16), Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Carlos Klink, participa da convenção da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Um acordo de cooperação técnica entre a instituição e o MMA prevê o treinamento de 4.800 técnicos e mecânicos de refrigeração e ar-condicionado. Eles estão sendo orientados a evitar vazamentos de fluídos prejudiciais à atmosfera.

O secretário explica que o acordo de cooperação técnica foi assinado no final do ano passado e que já foram capacitados 155 profissionais. O treinamento é gratuito, ministrado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e Instituto Federal da Bahia (IFBA).

Serão montados cinco projetos demonstrativos em lojas como modelo de contenção de vazamentos nas instalações de refrigeração e ar-condicionado, um em cada das regiões do País.

“É muito importante ressaltar essa parceria com a Abras, para a conscientização das boas práticas de manutenção de equipamentos”, ressalta Carlos Klink. A iniciativa faz parte dos compromissos do Brasil no cumprimento de metas do Protocolo de Montreal, tratado universal assinado por 197 países, para a eliminação da produção e consumo de substâncias que destroem a camada de ozônio.

A convenção da Abras é o maior encontro de líderes supermercadistas do País, e está sendo realizada até a quinta-feira (18), em São Paulo. O secretário Carlos Klink estará na abertura, às 20h, para falar sobre a importância dos setores econômicos no cumprimento de metas do Protocolo de Montreal.

Além de facilitar o diálogo do MMA com empresários, a Abras será a instituição que hospedará o sistema de documentação e armazenagem de dados online para o controle de consumo dos HCFC nos supermercados. O sistema será disponibilizado para auxiliar o setor no monitoramento da manutenção de equipamentos de refrigeração e ar-condicionado. Estão previstas ações em parceria com a iniciativa privada no setor de serviços e também junto a indústrias que utilizam especialmente o HCFC 141b como agente expansor na fabricação de espumas de poliuretano.

Contexto

A proteção da camada de ozônio é essencial para evitar a incidência excessiva de raios solares ultravioleta, que causam doenças como o câncer, prejudicam o crescimento da fauna e provocam danos em estágios iniciais do desenvolvimento de peixes e camarões, por exemplo.

Os supermercados representam 88% do índice de vazamentos de hidroclorofluorcarbonos (HCFC) no setor de serviços. Essas substâncias são utilizadas como fluídos refrigerantes e são prejudiciais à camada de ozônio, além de contribuírem para o aquecimento global. O percentual de perdas significa 39,5% do consumo do HCFC-22 no Brasil.


Protocolo de Montreal

O Brasil aderiu ao Protocolo de Montreal em 1990, recebeu dois prêmios por seu desempenho e é referência na América Latina pela excelência no cumprimento das metas estabelecidas. O tratado nasceu em 16 de setembro de 1987 e entrou em vigor em 1° de janeiro de 1989. A vontade política das nações-partes, somada ao empenho dos setores econômicos, da comunidade científica e da sociedade, transformaram-no em modelo de cooperação para lidar com questões ambientais globais.

Em 2010, o Brasil zerou o consumo dos clorofluorcarbonos (CFCs) e, em 2013, superou a meta para o ano, que seria o congelamento do consumo de HCFC em 1.327 toneladas de PDO (substâncias com potencial de destruição do ozônio). O consumo foi de 1.189,25. Com uma diferença de 138 toneladas. Os números são obtidos por meio do controle de importações e exportações, pelo Ibama.

A primeira etapa do compromisso brasileiro para eliminação dos HCFCs se encerra em 2015, prazo final para que o País reduza 16,6% do consumo dessas substâncias em relação à média de 2009 e 2010 (1.327 t PDO). A segunda etapa compreende o período de 2016 a 2040, com metas de redução de 35% em 2020, 67,5% em 2025, 97,5% em 2030 e eliminação total em 2040. Para o cumprimento de tarefas, são aplicados recursos financeiros do Fundo Multilateral para a Implementação do Protocolo de Montreal.

Fonte:
Ministério do Meio Ambiente 

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