Meio Ambiente
Chuva ajuda a conter incêndio na Serra dos Órgãos (RJ)
Queimada
Uma forte chuva que caiu na noite de domingo (19) na região serrana do Rio de Janeiro ajudou a conter o incêndio que atinge o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ) desde o último dia 7.
Na manhã desta segunda-feira (20), um helicóptero do Ibama sobrevoou toda a região para avaliar a situação da Unidade de Conservação (UC). Apesar de as chamas ainda não estarem totalmente controladas, as frentes de fogo de difícil combate estão menores.
"Os incêndios caminham hoje para a extinção, mas para afirmar que o fogo está controlado ainda é necessário fazer sobrevoos de monitoramento nos horários mais quentes do dia, entre 11h e 15h", explicou o coordenador de Emergências Ambientais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Coem/ICMBio), Christian Berlinck.
Ao todo, 129 pessoas, entre equipes de apoio operacional, combatentes e brigadistas do ICMBio e do Prevfogo/RJ do Ibama, trabalham há 13 dias para conter o fogo. Até o fim deste domingo, cerca de 1.550 hectares de área com vegetação nativa de Mata Atlântica, principal bioma da UC, foram destruídos pelas chamas.
No domingo, antes da chuva, a situação tinha se agravado devido ao clima seco, quente e com ventos que provocaram o avanço das chamas pelos campos de altitude, atingindo a Travessia Petrópolis-Teresópolis, um dos principais cartões postais do Parque.
As brigadas federais na região do Portal de Hércules, a 2.100 metros de altitude, controlaram os incêndios que, se avançassem um pouco mais, chegariam ao Vale da Morte, onde há um remanescente de mata que abriga um dos últimos grupos de muriquins - gênero de primatas - da região serrana, além de outras espécies ameaçadas de extinção.
Apesar de a situação estar melhor, ainda não é possível avaliar as perdas na biodiversidade da Unidade, que abriga um ecossistema rico em endemismo, ou seja, com diversas espécies da fauna e da flora que só existem no local.
"Estamos nos articulando com vários centros de pesquisa para começar a estudar, o mais rápido possível, o impacto sofrido pelo meio ambiente, principalmente na Travessia Petrópolis-Teresópolis, para avaliar a necessidade ou não de se fechar provisoriamente o acesso e permitir uma melhor regeneração da vegetação", finalizou o chefe do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Leandro Goulart.
Fonte:
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
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