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Meio Ambiente

Dia Nacional das Abelhas é comemorado nesta sexta (3)

Apicultura

Em pelo menos 15 unidades de conservação do País, comunidades tradicionais complementam a renda com produção de mel
por Portal Brasil publicado: 03/10/2014 12h09 última modificação: 03/10/2014 12h19
Divulgação/Fiocruz Comercialização do mel aumenta renda de famílias que vivem em reservas extrativistas

Comercialização do mel aumenta renda de famílias que vivem em reservas extrativistas

Comemora-se nesta sexta-feira (03) o Dia Nacional das Abelhas. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desenvolve, junto a parceiros, ações de incentivo à meliponicultura (ou apicultura), ou seja, a criação de abelhas sem ferrão. Em pelo menos 15 Unidades de Conservação (UCs) há produção independente do mel de abelhas. As comunidades tradicionais que vivem em Reservas Extrativistas e Florestas Nacionais desenvolvem a atividade para complementar a renda familiar.

As abelhas são importantes porque contribuem para a produção de sementes e reprodução das plantas. "Isso ajuda na manutenção de uma maior variabilidade gênica dentro das populações de plantas. Todos esses fatores contribuem para a conservação de plantas nativas", explicou o professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Fernando Silveira, especialista em abelhas.

Além disso, as abelhas são fundamentais para a conservação de outras espécies. "Na medida em que as abelhas contribuem para uma maior produção de frutos e sementes, elas também contribuem com a alimentação de outros animais, como mamíferos e aves", concluiu Silveira.

O biólogo Jansen Brito, da Associação de Proteção as Abelhas e ao Meio Ambiente (Aspama), defende que todo o pequeno agricultor deve manter uma colmeia em sua propriedade para aumentar a produtividade das culturas tradicionais, como milho e feijão.

O biólogo ressalta que em propriedades com presença de abelhas a produtividade dos alimentos dá um salto significativo. Segundo o especialista, elas são insetos que cumprem importante papel na polinização da maioria das plantas das quais a humanidade se alimenta.

De acordo com Brito, dois terços da alimentação humana depende da polinização desses insetos para ser produzida. Anualmente calcula-se em U$ 54 bilhões o prejuízo causado para economia mundial em decorrência da deficiência na polinização das plantas cultivadas.

Pesquisas no Cerrado e Caatinga

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade do Cerrado e Caatinga (Cecat/ICMBio) desenvolve, desde 2007, ações no Projeto Polinizadores. "Estudamos os efeitos da alteração da paisagem e padrões de uso da terra nos serviços de polinização de plantas cultivadas", explicou o coordenado do Centro, Onildo João Marini Filho.

No projeto ainda são avaliados o estado de conservação de mais de 180 espécies de abelhas do grupo Meliponinae (abelhas sem ferrão) e a relação entre o estado de conservação de 28 espécies de plantas do gênero Passiflora (maracujás) ocorrentes no Cerrado e na Caatinga e seus principais polinizadores (abelhas, mariposas e beija-flores).

Abelhas da Amazônia

O Instituto Mamirauá disponibilizou para download o Guia Ilustrado das Abelhas Sem-Ferrão das Reservas Amanã e Mamirauá, Amazonas, Brasil.  Rico em ilustrações, o livro reúne dados científicos e sistematiza o conhecimento dos comunitários, além de ser uma importante referência para identificação das espécies de abelhas.

Fontes:
ICMBio
Instituto Mamirauá
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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