Meio Ambiente
Exposição no Inpa reúne imagens da caça ilegal ao boto-vermelho
Mostra
Imagens da caça ilegal ao boto-vermelho clicadas por fotógrafos profissionais e pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) podem ser conferidas na exposição "Piraiá-guará: um sedutor ameaçado".
Promovida pela Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa), a exposição de 80 fotografias fica aberta ao público até o próximo domingo (19), das 9h às 16h, no hall do Auditório da Ciência do Inpa, em Manaus (AM).
As imagens são resultado dos registros de experiências de campo desses profissionais no monitoramento dos mamíferos aquáticos da Amazônia. “O nosso desejo é que o boto continue encantando os nossos olhos com sua beleza e viva nos rios da maior bacia hidrográfica do mundo, realizando o seu papel de manter o equilíbrio ecológico”, destaca o diretor-executivo da Ampa, Jone César Silva.
O boto-vermelho é utilizado ilegalmente como isca para a pesca da piracatinga, também conhecida como douradinha. Uma instrução normativa interministerial proibiu a pesca da piracatinga na Amazônia até 2015. A moratória só passa a valer a partir de janeiro de 2015, mas a Ampa está em campanha para adiantar o prazo e evitar a morte de milhares de botos.
Piraiá-guará
O boto-vermelho é conhecido como Piraiá-guará, que em tupi-guarani significa “peixe-vermelho”. O nome boto-cor-de-rosa, popularizou-se no Brasil na década de 80 quando o documentário francês “Jacques Cousteau na Amazônia” foi traduzido ao pé da letra do inglês para o português - Pink dolphin - como golfinho cor-de-rosa e posteriormente popularizado como boto-cor-de-rosa, para diferenciá-lo do boto-cinza, o tucuxi.
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