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Meio Ambiente

Projeto socioambiental leva esperança à comunidade ribeirinha

Aldeia dos sonhos

"Descobrimos podemos fazer muito mais quando estamos juntos", conta professora e comunitária de São Thomé (AM)
por Portal Brasil publicado: 15/10/2014 08h23 última modificação: 15/10/2014 12h40

O jogo Oasis chegou a São Thomé, uma pequena comunidade às margens do Rio Negro, distante 47 km da capital do Amazonas. Os comunitários, voluntários e participantes do projeto Aldeia dos Sonhos - idealizador da proposta - juntamente com a Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa), por meio do Projeto Ecoturismo Amigo do Boto-vermelho, tiveram um fim de semana de muito trabalho. Foi o momento de colocar a “mão na massa” e concretizar os projetos sonhados, penúltima etapa do jogo, que estimula e habilita pessoas para cooperação comunitária.

Um parquinho e uma passarela para que as crianças cheguem com segurança até o local onde funciona à escola foram construídos com o apoio de mais de 30 jogadores. As atividades aconteceram de 10 a 13 de outubro. Além da realização do sonho, o projeto mexeu com a autoestima dos ribeirinhos, que já preveem outros momentos de transformação.

“Vou ser bem sincera, não estava acreditando porque somos um grupo grande, mas na hora de fazer o trabalho, são poucos que participam. Mas, quando começamos a projetar os sonhos, com o incentivo do grupo, eu comecei a acreditar que ia dar certo. Estou muito feliz porque estamos realizando um sonho. Descobrimos vários talentos dentro da nossa comunidade. Descobrimos também que podemos fazer muito mais quando estamos juntos, o que foi um alerta”, disse Iraides Mendes, professora e comunitária de São Thomé. 

O Oasis é uma ferramenta de apoio à mobilização cidadã para a realização de sonhos coletivos. Composto por jogadores e comunidade, o jogo considera uma definição ampla de comunidade que envolve diversos atores, como moradores, ONGs, governo local, lideranças e empresas. Para o voluntário do projeto Aldeia dos sonhos, Ramon Barros, a experiência tem sido gratificante e desafiadora.

“O maior desafio é conseguir entrar com respeito e cuidado na vida de cada um dos comunitários e ter um tempo legal para conseguir conversar e receber em troca um pouco do amor deles também. Isso é fundamental para começar a construir alguma coisa em conjunto. A experiência tem sido sensacional porque mais uma vez a gente conseguiu ter uma resposta verdadeira deles. E depois desse passo inicial, conseguimos fazer com que eles se organizassem, decidissem, tomassem os planos pra si e levantassem os sonhos, que faziam parte do inconsciente deles. E através da força de vontade deles, concretizamos sonhos. Isso foi muito bonito”, ressaltou.  

Já a pesquisadora da Ampa, Stella Scheliga, essa atividade foi uma oportunidade de conhecer a fundo a comunidade, na qual a organização já trabalha em parceria há pelo menos um ano.

“A gente conheceu uma São Thomé totalmente diferente. E essa experiência de saber das raízes da comunidade foi uma experiência incrível, como Ampa. E criar um novo laço de confiança foi um passo importante para o nosso trabalho”, salientou. 

A última parte do jogo se chama Re-evolução e está prevista para acontecer no próximo dia 22.  

Sobre a Ampa

A Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) atua há mais de uma década na conservação e  pesquisa dos cinco mamíferos aquáticos da Amazônia: peixe-boi, boto-vermelho, tucuxi, ariranha e lontra. A organização recebe incentivos do Programa Petrobras Socioambiental, por meio da Petrobras, e do Projeto Ecoturismo Amigo do boto-vermelho, através do Instituto Oi Futuro.

Fonte:
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

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