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Meio Ambiente

ICMBio retira petrechos de pesca do fundo do mar

Conservação

Ação no litoral de Florianópolis (SC) também contou com mapeamento de regiões submersas e mergulhos autônomos
por Portal Brasil publicado: 04/11/2014 10h46 última modificação: 04/11/2014 10h46
Divulgação/ICMBio Intervenções fazem parte do projeto mantido pela Reserva Biológica Marinha Arvoredo, em Florianópolis (SC)

Intervenções fazem parte do projeto mantido pela Reserva Biológica Marinha Arvoredo, em Florianópolis (SC)

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizou o mapeamento e a retirada de petrechos de pesca abandonados, perdidos ou descartados no fundo do mar. A ação aconteceu entre os dias 20 e 25 de outubro no litoral de Florianópolis (SC). 

As intervenções fazem parte do projeto de pesquisa "Monitoramento da ocorrência de redes fantasmas nos costões rochosos da Reserva Biológica Marinha Arvoredo (Rebio), SC".  O mapeamento dos petrechos de pesca foi realizado com o uso de sonares de varredura lateral (sidescan).

O equipamento é utilizado para obtenção de imagens de regiões submersas, auxiliados pelo uso de outro equipamento acoplado à câmera de vídeo e de um veículo operado remotamente para potencializar a captação das imagens.

"Também foram realizados mergulhos autônomos em alguns pontos da Unidade de Conservação (UC) para confirmar a presença de petrechos de pesca no local, avaliar a dimensão do problema e a possibilidade de retirada do material", explicou o chefe da Rebio, Ricardo Vieira.

Intervenção

O trabalho foi realizado nos costões das ilhas do Arvoredo, Deserta e Galé, além da pedra Nocetti. Neste primeiro momento, aproximadamente 50kg de petrechos de pesca foram retirados do interior da unidade, incluindo redes de emalhe, âncoras e armadilhas.

"O material foi etiquetado e caracterizado quanto ao seu emprego, origem e situação. Essas informações serão importantes para direcionar os esforços necessários para tratar a origem do problema junto aos pescadores que atuam no entorno da unidade", salientou  o analista ambiental da Rebio, Dan Jacobs Pretto.

Metodologia

Nas próximas semanas serão realizadas as análises dos dados gerados pelos sonares. Os pontos georreferenciados que apresentaram indícios da presença de petrechos serão tabelados para elaboração de um diagnóstico dos locais mais afetados na Unidade. A partir desse diagnóstico, serão realizadas campanhas de limpeza para retirar esse material.

O projeto foi executado em parceria com Instituto de Pesca e Fundação Florestal de São Paulo; organização não governamental Instituto Comar, de Santa Catarina e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A operação contou ainda com o apoio do navio de pesquisa Soloncy Moura, do Centro de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Sudeste e Sul (Cepsul) e da operadora de mergulho Água Viva.

Sobre a Rebio 

A Reserva Biológica Marinha do Arvoredo foi criada em março de 1990 para proteger, principalmente, o bioma Marinho Costeiro. Possui um total de 17,1 mil hectares de área protegida e localiza-se em Florianópolis, Santa Catarina.

 A unidade é a única federal que possui remanescentes de Mata Atlântica presentes em suas ilhas, que somam mais de 370 hectares de vegetação nativa preservada. A região abriga uma infinidade de espécies, muitas delas raras e ameaçadas de extinção.

As ilhas da Rebio são locais de reprodução de aves marinhas e também sítios arqueológicos de sambaquis e inscrições rupestres. Além disso, os ambientes marinhos fornecem abrigo para reprodução e crescimento de diversas espécies de peixes, o que contribui para a manutenção dos estoques pesqueiros no entorno. A parte sul da Ilha do Arvoredo é aberta para mergulho recreativo.

Fonte:
ICMBio

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