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Meio Ambiente

Incêndios em áreas protegidas caem 40% em quatro anos

Conama

A ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira apresentou na quarta (19) um balanço parcial da sua gestão à frente do ministério
por Portal Brasil publicado: 20/11/2014 14h40 última modificação: 20/11/2014 14h40
Divulgação/ICMBio Balanço também focou os resultados obtidos em biodiversidade, mais especificamente na gestão da fauna

Balanço também focou os resultados obtidos em biodiversidade, mais especificamente na gestão da fauna

Nesta quarta-feira (19), o auditório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília, foi palco da 116ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

Durante o evento, a ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, que preside o Conselho, apresentou um balanço parcial da sua gestão à frente do ministério, contemplando o período de 2011 a 2014.

Além da ministra, compuseram a mesa da reunião o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Francisco Gaetani, o presidente do Ibama Volney Zanardi e o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Roberto Vizentin, além de outras autoridades.

Panorama

Izabella Teixeira destacou os avanços alcançados ao longo dos últimos quatro anos no tocante às Unidades de Conservação (UCs) federais, administradas pelo ICMBio.

De acordo com a ministra, o combate a incêndios foi intensificado com a contratação de mais de 6 mil brigadistas, reduzindo em cerca de 40% o total de áreas queimadas.

Izabella também ressaltou que, entre 2011 e 2014, foram entregues 60 Planos de Manejo – instrumentos que norteiam o uso das UCs – e até 2015 serão concluídos mais 51, totalizando 111 novos documentos. "Isso é fruto de um esforço formidável do ICMBio junto com a Secretaria de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente", pontuou.

Fauna

O balanço das ações ambientais também enfocou os resultados obtidos em biodiversidade, mais especificamente na gestão da fauna.

Segundo a ministra, o Programa Pró-Espécies foi fortalecido e ampliado, possibilitando o desenvolvimento de um grande inventário com mais de 12 mil espécies avaliadas (o que representa 98% dos vertebrados conhecidos).

A convite de Izabella, o coordenador geral de Manejo para Conservação do ICMBio, Ugo Vercillo, apresentou ao público presente o Sistema Espécies, ainda em fase de consolidação. "Nós coletamos e organizamos todas as informações referentes às espécies em um banco de dados multimídia, que em breve estará disponível para consulta", anunciou o coordenador.

Além disso, foram criados 50 Planos de Ação para Conservação de Espécies Ameaçadas nos últimos quatro anos, envolvendo 500 espécies. De acordo com Izabella Teixeira, a lista atualizada de espécies ameaçadas deverá ser divulgada na próxima semana.

Nascimento de ararinha-azul

Outro anúncio importante feito na reunião foi o nascimento de ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), ave considerada extinta na natureza. "O Brasil conseguiu pela primeira vez reproduzir em cativeiro a ararinha-azul. Esse foi o maior ganho do ano em biodiversidade", frisou a ministra. Coordenado pelo ICMBio em parceria com a Vale, o Projeto Ararinha na Natureza visa a reprodução em cativeiro das aves e, futuramente, a reintrodução delas em seu habitat natural, a Caatinga.

Balanço institucional do MMA

A ruptura do isolamento e o reposicionamento institucional do Ministério do Meio Ambiente em relação aos órgãos de governo e à sociedade foram alguns dos avanços destacados pela ministra, que ressaltou a ampliação da capacidade de diálogo do MMA.

"Foram construídas agendas bilaterais com outros ministérios e uma articulação robusta com o centro do governo", explicou. Ainda de acordo com Izabella, sua gestão também fomentou um diálogo mais consistente com o setor privado, bem como a expansão do quadro de servidores do ministério. "Promovemos um fortalecimento institucional com foco no servidor e nas carreiras, incluindo a maior política de concursos públicos já realizada pelo MMA", finalizou Izabella Teixeira.

Fonte:
ICMBio 

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