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Meio Ambiente

Países de língua portuguesa debatem desertificação

Recursos Hídricos

Intercâmbio promove a construção de uma plataforma entre esses países no âmbito das ações previstas pela ONU
publicado: 01/12/2014 10h09 última modificação: 01/12/2014 10h09

Representantes dos nove países de língua portuguesa finalizaram em Campina Grande (PB), o I Encontro de Intercâmbio Técnico dos Países de Língua Portuguesa no âmbito da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD, em inglês), na tarde desta quinta-feira (27{). Eles se reuniram durante 12 dias para debater estratégias de combate à desertificação e à semi-aridez.

As discussões, realizadas durante o Seminário Internacional de Convivência com a Aridez e em várias oficinas e visitas de campo, promoveram a construção de uma plataforma entre os países de língua portuguesa na UNCCD.

Este documento será apresentado na reunião do Comitê de Revisão da Implementação da Convenção (CRIC) para ser aprovado na Conferência das Partes da Convenção de Combate à Desertificação (COP-12), que acontecerá na Turquia em 2015.

Unindo Forças

Houve, ainda, a definição das diretrizes para uma ação de cooperação técnica entre os países em quatro eixos:

  • produção dos serviços, produtos e mercados das zonas secas;
  • ações de conservação e recuperação dos solos e da água;
  • ações de gestão florestal das zonas secas;
  • e apoio à implantação dos planos de ação nacionais.

O diretor do Departamento de Combate à Desertificação do MMA, Francisco Campello, conta o resultado do encontro: “estabelecemos um conjunto de medidas, definidas pela COP-11, realizada na Namíbia, África, em 2013, para fortalecer as ações de formação, implementação e difusão de práticas de combate à desertificação, ocasião em que o Brasil mostrou sua experiência nesse sentido”, disse.

O Encontro, iniciado dia 16 de novembro, em Fortaleza (CE), permitiu conhecer a estrutura de ensino e metodologia da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), criada para fortalecer a lusofonia e a relação Sul-Sul.

Divulgou-se, também, as boas práticas de convivência sustentável com a semi-aridez capazes de promover a segurança hídrica, alimentar e energética, conservando a biodiversidade e combatendo a desertificação.

Gestão da Água

Os participantes deste intercâmbio realizaram visitas técnicas e conheceram as experiências de manejo florestal sustentável comunitário desenvolvidas na caatinga e as tecnologias de baixo custo e fácil implementação para conservação de solos e água sem implantação de reservatórios.

As comunidades visitadas mostraram como estão trabalhando com sistemas agroflorestais de produção, com tecnologias de estocagem e gestão de água e como fazem o beneficiamento de produtos florestais não madeireiros e eficiência energética.

Sobre o Encontro

O 1º Encontro de Intercâmbio Técnico dos Países de Língua Portuguesa no âmbito da UNCCD foi estruturado em quatro momentos:

1) Conhecimento da estrutura de ensino e metodologia da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), criada para fortalecer a lusofonia e a relação entre os países do Hemisfério Sul;

2) Conhecimento das boas práticas de convivência sustentável com a semiaridez, que promovem a segurança hídrica, alimentar, energética, a conservação da biodiversidade e o combate à desertificação;

3) Realização de um Seminário Internacional que abordou os aspectos da cooperação técnica, o papel da sociedade civil e o conhecimento sobre as práticas de manejo da biodiversidade;

4) Realização de uma Oficina de trabalho para definição das diretrizes de trabalho para uma ação de cooperação técnica. A Oficina foi realizada no Insa, Correspondente Cientifico do Brasil na UNCCD.

O evento resultou de uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA), por intermédio da CNCD, a Fundação Araripe, a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), o Insa, o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a UFCA.

Fonte:

Ministério do Meio Ambiente

Instituto Nacional do Semiárido 

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